
Aeronave ‘dá voltas’ no céu do Paraná e deixa rastro
Na manhã deste domingo (31), moradores de cidades como Guarapuava e Prudentópolis, na região central do Paraná, viram um rastro branco no céu deixado por um avião comercial. A aeronave realizou um caminho circular, “dando voltas” pelo local. Veja no vídeo acima.
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A RPC, afiliada da TV Globo, apurou que o rastro foi deixado por um Airbus A320-253N, da companhia aérea Azul. A aeoronave, com tripulação e passageiros, decolou do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), e iria pousar no Aeroporto de Chapecó, em Chapecó (SC).
Voltas que aeronave deu deixou rastro branco no céu do Paraná.
Lucas Polak/RPC Guarapuava
Aeronave iria pousar em Chapecó (SC), mas não teve pouso autorizado.
Lucas Polak/RPC Guarapuava
O Corpo de Bombeiros informou que, de acordo com o Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), o avião iniciou as voltas sobre o Paraná enquanto aguardava a permissão para o pouso, entre 10h e 11h. Trata-se de um procedimento comum de espera.
Contudo, o pouso não foi autorizado.
Em nota enviada ao g1, a Azul informou que Chapecó estava com “questões meteorológicas adversas” e que a aeronave precisou retornar a Campinas, no aeroporto de origem. Leia a nota na íntegra:
“A Azul informa que, devido a questões meteorológicas adversas em Chapecó, neste domingo (31), o voo AD4363 (Viracopos-Chapecó) teve que retornar para o aeroporto de origem. A aterrissagem e o desembarque dos Clientes aconteceram normalmente e em total segurança. Os Clientes impactados estão recebendo a assistência prevista na Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e serão reacomodados em outros voos da Companhia. A Azul lamenta eventuais transtornos e ressalta que medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações, valor primordial para a Companhia.”
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O que causa o rastro no céu
Aeronave que aguardava autorização para pousar formou rastro branco no céu do Paraná.
Lucas Polak/RPC
No início do mês de maio, o g1 publicou uma reportagem explicando o que causa condensation trails – rastros de condensação, em tradução livre.
As faixas brancas frequentemente vistas no céu atrás das aeronaves se formam a uma altitude de cerca de 10 a 11 km, em regiões suficientemente frias e úmidas da atmosfera. Nelas, o vapor d’água se condensa nas partículas de fuligem emitidas pelos motores das aeronaves para formar gotículas líquidas, que congelam e viram cristais de gelo.
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