Seis produtos da empresa de Virginia continuam em análise após galpão ser interditado, diz Vigilância Sanitária


Marca WePink, de Virgínia Fonseca
Reprodução/Instagram da WePink
Após a interdição de um galpão da WePink em Anápolis, a 55 km de Goiânia, seis produtos da empresa da influenciadora Virginia Fonseca continuam em análise, segundo a Vigilância Sanitária. Até o momento, apenas o laudo de um produto alimentício foi finalizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), que identificou uma rotulagem insatisfatória.
A WePink ainda deve ser notificada para realizar as adequações necessárias. O g1 entrou em contato com a defesa da empresa, que informou que irá apurar o caso.
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No total, sete produtos da marca foram encaminhados para análise, sendo três de cosméticos e quatro de alimentos, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. A pasta destacou que estão sendo analisadas questões como rótulo, padrão de identidade e qualidade do produto (leia a nota na íntegra ao final do texto).
A expectativa é que os laudos dos demais produtos sejam enviados nos próximos dias.
Agora no g1
Rotulagem insatisfatória
O nome do produto com a rotulagem insatisfatória não foi divulgado. Ao g1, Daniel Soares, diretor da Vigilância em Saúde, explicou que não foi identificado problemas no conteúdo e que não há risco para os consumidores.
“Somente houve algumas inconsistências no rótulo. Ainda tem que ser feito a notificação da empresa para adequar. Em questão de risco do produto não existe. É questão de legalidade, questão de adequar o que a legislação prevê em relação ao rótulo”, pontuou.
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De acordo com o diretor, o galpão continua interditado e os produtos foram transferidos para uma nova área regularizada. “O local está regularizado, tem toda documentação e responsável técnico. No galpão onde aconteceu o fato, a empresa está fazendo a reforma e organização, de acordo com os requisitos da legislação”, ressaltou.
WePinl, de Virginia Fonseca, é autuada pelo Procon
Reprodução/Instagram da WePink
Interdição de depósito
Depósito da We Pink, em Anápolis
Divulgação/Prefeitura de Anápolis
A interdição do depósito, localizado na Avenida Brasil Sul, no Bairro São João, ocorreu no dia 17 de abril. Segundo a Vigilância Sanitária, o local não teinha alvará de funcionamento, alvará sanitário, certificado do Corpo de Bombeiros e autorização de funcionamento de empresa (AFE). Na época, a WePink emitiu uma nota e disse que o centro de distribuição interditado era operado por outra empresa (leia na íntegra abaixo).
O local era utilizado para armazenamento e distribuição de cosméticos, produtos de higiene pessoal e suplementos alimentares ligados. Além da falta dos documentos obrigatórios, no depósito foram encontradas condições inadequadas de armazenamento, indícios de insalubridade, sujeira e presença de mofo, que é considerado risco à saúde pública.
A fiscalização identificou que o imóvel funcionava como centro de distribuição regional, recebendo produtos em escala nacional sem a devida regularização para operar no município.
Nota da Prefeitura de Anápolis
A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Diretoria de Vigilância Sanitária, informa que foram encaminhadas para o Lacen sete apresentações, sendo três de cosméticos e quatro de alimentos, dos produtos da marca WePink — que estavam armazenados em galpão sem condições adequadas. Estão sendo analisados rótulo, padrão de identidade e qualidade do produto, principalmente análise microbiológica.
Até o momento, o Lacen encaminhou o laudo de apenas um produto alimentício, cujo resultado apontou como insatisfatório para rotulagem. A expectativa é que os laudos dos demais produtos cheguem na próxima semana.
A pasta ressalta ainda que o galpão localizado na Avenida Brasil Sul segue interditado. Já os produtos foram transferidos para uma nova área, empresa terceira devidamente regular perante a vigilância Sanitária.
Nota da WePink
“Em respeito aos seus consumidores, franqueados e parceiros, A WEPINK esclarece ponto a ponto os recentes rumores sobre a fiscalização na unidade logística de Anápolis – GO:
1- Responsabilidade: O Centro de Distribuição é operado e pertencente a TP DISTRIBUIÇÕES, não a WEPINK. Vale ressaltar que a TP Distribuições atua de maneira independente e tem responsabilidade integral sobre a gestão do local. OBS: Sim, Thiago Stabile está presente em ambos os quadros societários, assim como em outras empresas por ser um empresário ativo e atuante em diversas frentes de negócios.
2- Natureza da Unidade: O local é um Centro de Distribuição destinado exclusivamente ao armazenamento e envio de mercadorias, excluindo qualquer tipo de fabricação no local. A produção da marca é feita por fábricas terceirizadas com indústrias e licenças próprias. Importante pontuar que este Centro de Distribuição não atende o E-commerce da WEPINK e WPINK.
3- Regularidade Fiscal e Documental: A fiscalização não constatou irregularidades fiscal ou documental. Pelo contrário, confirmou que a operação encontra-se dentro dos prazos legais para adequação e obtenção de licenças acessórias, motivo pelo qual não houve aplicação de multas, autuações ou notificações.
4- Interdição Cautelar: A interdição pela Vigilância Sanitária é estrutural e cautelar, devido a melhorias físicas pendentes que já estão em projeto aprovado e foram entendidas como não concluídas.
5- Próximos Passos: A TP DISTRIBUIÇÕES irá concluir as adequações estruturais em breve e apresentará ao órgão competente.
A WEPINK mantém seu compromisso com a conformidade regulatória e ressalta que toda e qualquer responsabilidade será resolvida pela TP DISTRIBUIÇÕES o mais breve possível.”
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