
Mês de abril teve chuvas acima da média no Ceará
O balanço das chuvas registradas entre fevereiro e maio — período da quadra chuvosa no Ceará — terminou com um volume próximo da média histórica para o estado. No total, o estado teve 665 milímetros nos quatro meses, enquanto a média climatológica é de 609,2 milímetros.
Os dados foram divulgados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) nesta segunda-feira (1º). O resultado confirma a previsão realizada em janeiro, que apontava 40% de chances para precipitações dentro da média em 2026.
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Os meses de fevereiro, abril e maio tiveram chuvas acima da média observada no Ceará. Apenas o mês de março ficou com chuvas abaixo do volume médio.
🌧️ Confira os volumes de chuva a cada mês:
Fevereiro
Observado: 170,3 mm
Média Climatológica: 121,3 mm
Desvio: 40,4 %
Março
Observado: 174,4 mm
Média Climatológica: 206,5 mm
Desvio: – 15,6%
Abril
Observado: 208,8 mm
Média Climatológica: 190,7 mm
Desvio: 9,5%
Maio
Observado: 111,5 mm
Média Climatológica: 90,7 mm
Desvio: 22,9%
De acordo com a Funceme, apenas duas regiões hidrográficas ficaram com chuvas acima da média, considerando todo o período da quadra chuvosa: Salgado e Sertões de Crateús. Para todas as demais regiões, o volume de chuvas foi considerado dentro do normal.
Segundo o órgão, a estação chuvosa de 2026 teve mais precipitações na porção Sul do estado. As chuvas foram favorecidas pelas condições oceânicas do Atlântico tropical, intensificando a ação da zona de convergência intertropical (ZCIT).
Volume dos açudes
Águas do açude Orós, o segundo maior reservatório do Ceará.
Ednardo Alves/SVM
Com o fim da quadra chuvosa, o Ceará tem um volume de 53,82% do total que pode ser acumulado nos reservatórios. Este volume era maior no fim da quadra chuvosa de 2025, quando o estado registrava 55,06% da capacidade.
As regiões com maiores volumes armazenados nos açudes são: Litoral (98,8%), Alto Jaguaribe (96,6%) e Coreaú (94,7%). A região do Médio Jaguaribe, onde fica o açude Castanhão, tem atualmente 33,6% do volume.
O Castanhão é o maior açude do Brasil, considerado um reservatório estratégico para os municípios da região metropolitana de Fortaleza. Ele termina a quadra chuvosa de 2026 com 33,19% da capacidade.
Este volume era de 29,73% no Castanhão ao fim da quadra chuvosa de 2025.
El Niño para o segundo semestre
Além do balanço da última quadra chuvosa, a Funceme apresentou também dados sobre a previsão de intensidade do El Niño, fenômeno que pode afetar a quadra chuvosa no Ceará em 2027.
Os dados mostram a probabilidade de 60% de que o El Niño tenha intensidade forte entre os meses de outubro a dezembro de 2026. Segundo o órgão, os últimos dois meses tiveram uma aceleração expressiva no aquecimento da temperatura da superfície do mar.
“Embora seja prematuro determinar com precisão os impactos no Ceará, já se configura um primeiro sinal de alerta para a estação chuvosa de 2027”, aponta a Funceme.
A curto prazo, o cenário aponta para uma elevação da temperatura do ar, principalmente nos períodos de setembro a dezembro, com mais possibilidade de incêndios.
Impactos do El Niño no Brasil.
Arte/g1
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