‘Chaminés de fada’: veja o que se sabe sobre estruturas raras de até 3 metros de altura encontradas no Brasil


Formações raras de ‘chaminés de fada’ em Goiás
As chamadas “chaminés de fada”, identificadas no Nordeste de Goiás, despertaram atenção de especialistas pela dimensão, preservação e quantidade.
Segundo a geóloga Joana Paula Sánchez, coordenadora da avaliação técnica, a descoberta é inédita no Brasil por reunir, em uma mesma área, torres de até três metros de altura em grande número e totalmente preservadas.
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Joana explicou que já havia relatos de formações parecidas no Tocantins, mas em menor escala.
“No Brasil existem registros, mas são pequenos. O que encontramos aqui é diferente pelo tamanho, pela densidade e pela área estar inteirinha conservada, sem agricultura, sem turismo e sem gado”, destacou.
Local nunca foi usado para agricultura ou turismo, o que ajudou a preservar as formações em perfeito estado
Divulgação/Fabiane Gontijo
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O que se sabe até agora
Os trabalhos desenvolvidos pela UFG resultaram no primeiro mapeamento oficial de chaminés desse porte no país. Ainda não há publicação científica sobre o tema, mas um artigo está em preparação. “Esse é o primeiro levantamento formal dessas estruturas com essa dimensão no Brasil”, detalhou Joana.
Detalhes das ‘chaminés de fada’, formações rochosas raras descobertas em Goiás
g1/Arte
Atualmente, a região segue restrita a pesquisadores. A próxima etapa prevista é a medição detalhada da área com uso de drones e radares, marcada para janeiro de 2026. A intenção é dimensionar a extensão exata e compreender melhor o processo de formação das estruturas.
Potencial turístico e desafios de preservação
Para o turismólogo Luciano Guimarães, que atua na Secretaria de Turismo do Estado há 20 anos, o achado tem um potencial turístico gigantesco por estar entre dois grandes polos: a Chapada dos Veadeiros e o Parque Estadual de Terra Ronca. Mas ele faz um alerta: “Ainda não é um produto turístico, é apenas um recurso natural. Para virar atrativo, precisa de políticas públicas, governança municipal, infraestrutura, guias capacitados e preservação adequada.”
Estruturas chegam a ultrapassar 3 metros de altura e se destacam pelo formato esculpido pela erosão
Divulgação/Fabiane Gontijo
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