Justiça condena prefeitura de MS após professora ser exposta em vídeo sobre atestados médicos


TJ mantém condenação de prefeitura por vídeo que expôs professora nas redes sociais
TJMS
Uma professora da rede municipal de Paranaíba (MS) vai receber R$ 10 mil de indenização por danos morais após ter o nome citado em um vídeo publicado nas redes sociais pelo então prefeito da cidade. A decisão foi mantida pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS).
O caso começou depois que o ex-prefeito divulgou um vídeo comentando a quantidade de atestados médicos apresentados por servidores públicos. Durante a gravação, ele mencionou o nome da professora e fez comentários que colocavam em dúvida a necessidade dos afastamentos por motivos de saúde.
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A servidora entrou na Justiça alegando que a exposição causou constrangimento e trouxe consequências para sua vida pessoal. Segundo o processo, a repercussão do vídeo na cidade fez com que ela passasse a enfrentar dificuldades para dormir e até evitasse frequentar alguns locais públicos.
A prefeitura recorreu da condenação, argumentando que o então prefeito apenas manifestou sua opinião sobre a situação e que não houve dano moral. Também pediu a redução do valor da indenização.
Ao analisar o caso, os desembargadores entenderam que, mesmo tendo o dever de fiscalizar afastamentos médicos, a administração pública deve tratar essas situações pelos meios adequados, sem expor servidores em redes sociais.
Para o colegiado, citar o nome da professora publicamente e associá-la a críticas sobre o uso de atestados médicos ultrapassou os limites da liberdade de expressão e acabou atingindo sua imagem e privacidade.
Os magistrados decidiram manter a indenização de R$ 10 mil, considerando o valor adequado para compensar os prejuízos sofridos pela servidora e servir de alerta para evitar situações semelhantes.
Com isso, a condenação definida pela Justiça de Paranaíba foi mantida sem alterações.
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