
Reunido com seu primeiro escalão nesta quarta-feira (3), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom a respeito do cenário geopolítico e cobrou conduta ativa das maiores potências globais pelo encerramento dos conflitos internacionais. O chefe de estado brasileiro garantiu que o país vai adotar uma postura altiva em fóruns internacionais. “Ou é a paz ou é nada. E nós queremos a paz”, enfatizou.
Sob o pressuposto de que a estabilidade internacional reflete diretamente no crescimento interno do Brasil, Lula defendeu ainda, uma reforma urgente no comando global.
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O alvo principal das críticas do presidente foi a estagnação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) diante das crises mundiais de conflitos armados.
Diálogo aberto
A estratégia do governo brasileiro é de diálogo direto com líderes globais, o que, segundo o presidente, deve ganhar novos contornos nos próximos dias, inclusive com as grandes potências econômicas do planeta.
Em seu pronunciamento, Lula revela que vai acionar o governo norte-americano diretamente para tratar da situação internacional entre os dois países. “Eu vou mandar uma carta pro Trump sobre essas questões atuais”, antecipou e sinalizou que o Brasil vai buscar caminhos práticos e de resolução com objetivo concreto na estabilidade política, econômica e das relações institucionais.
Outro ponto levantado pelo presidente na reunião, que ainda está em curso no Planalto, é que o Brasil passa a assumir uma nova postura, passando de uma era de concessões automáticas para protagonismo mundial e de projeção. “Acabou a subserviência. Esse país não vai mais adotar a política do vira lata pra ninguém”, pontuou o presidente.
*Reportagem em atualização
