
Sapucaia, no Pará, é o indicado como a “Las Vegas Brasileira” pela fama de realizar casamentos. Em uma pesquisa realizada pela plataforma iCasei, com base no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município registra 111 casamentos por mil habitantes, 18 vezes maior que a média nacional.
Os números podem ser explicados pela realização frequente de mutirões de casamentos comunitários ou registros concentrados. Outro destaque é Abel Figueiredo, que também aparece no topo das listas.
O ranking segue a lógica populacional: São Paulo lidera com mais de 300 mil registros anuais, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Porém, nas taxas proporcionais, o cenário muda: Rondônia lidera com 8,9 casamentos por mil habitantes, seguida do Distrito Federal com 8,4, Mato Grosso e Tocantins.
As menores taxas ficam com Piauí, Sergipe e Rio Grande do Sul. O RS possui tendência histórica de queda mais acentuada.
As cidades menos casamenteiras, geralmente, são pequenas e têm populações mais idosas ou onde a união estável (não registrada em cartório de registro civil) é a norma cultural predominante, como acontece no Piauí e no Rio Grande do Sul.
O casamento ficou mais “maduro”?
Segundo o IBGE, casais que anteriormente se casavam nas décadas de 70 e 80 entre 20 e 23 anos, agora se casam entre 28 e 33 anos.
Um levantamento realizado pelo iCasei com casais ativos na plataforma confirma que a faixa etária predominante é de 30 a 34 anos, representando 26% dos respondentes.
Mais de 20% dos respondentes tinham entre 35 e 59 anos, reforçando a tendência do casamento maduro como movimento consolidado, e não exceção.
A iCasei afirma que o adiamento do casamento está diretamente ligado ao aumento do tempo de estudo e à inserção das mulheres no mercado de trabalho. O custo de vida e a busca por autonomia financeira antes de formar um novo núcleo familiar também estão entre os principais fatores.
Por outro lado, os casais hoje também se separam mais: cerca de 25% a 30% dos casamentos no país envolvem pelo menos uma pessoa divorciada, dado que, somado ao envelhecimento da população, eleva ainda mais a média de idade nos cartórios.
Mulheres lideram o crescimento recorde de casamentos homoafetivos no Brasil
Um destaque do levantamento do IBGE são os casamentos entre pessoas do mesmo sexo, que crescem em ritmo acelerado desde a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2013. Os números têm picos de crescimento superiores a 20% em períodos específicos, ao contrário do casamento civil geral, que varia.
Os casamentos entre mulheres representam 55% a 60% do total de uniões homoafetivas no Brasil, com destaque para o crescimento no Centro-Oeste, que possui alta de 28,2%.
*Estagiária sob supervisão
