
Com a chegada do El Niño ao Oceano Pacífico, os estados do Sul do Brasil devem enfrentar volumes de chuva acima da média nas próximas semanas. Os primeiros impactos devem ser sentidos no Paraná e em Santa Catarina, segundo previsão da MetSul Meteorologia.
O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais na faixa equatorial do Pacífico, o que altera a circulação dos ventos na atmosfera e influencia diretamente o regime de chuvas na região Sul do país.
A partir da segunda quinzena de junho, a tendência é de aumento significativo das precipitações. Em algumas áreas do Paraná, os acumulados podem alcançar ou até superar os 250 milímetros.
No Rio Grande do Sul, os maiores volumes de chuva devem se concentrar na Metade Norte do estado, especialmente nas regiões Noroeste, Médio e Alto Uruguai, Alto Jacuí e Planalto Médio.
Outros fatores influenciam o cenário
Além do El Niño, a MetSul aponta outros fatores que podem intensificar as chuvas na região. Entre eles estão a passagem de um pulso da Oscilação Madden-Julian sobre a América do Sul e o avanço de massas de ar frio pelo Cone Sul, em contraste com o ar mais quente presente no Centro do Brasil.
Outros estados também podem ser afetados
O padrão de precipitação acima da média não deve ficar restrito à região Sul. Segundo a previsão, áreas de Mato Grosso do Sul e São Paulo também podem registrar volumes de chuva superiores à climatologia histórica entre o fim de junho e parte do mês de julho.
Risco aumenta no segundo semestre
Embora as próximas semanas já indiquem um cenário de chuva acima da média, o período entre a segunda metade de agosto e o final de novembro é apontado como o mais preocupante.
De acordo com a MetSul, o Rio Grande do Sul poderá registrar episódios de chuva excessiva associados ao El Niño, com algumas localidades acumulando até 500 milímetros ou mais em apenas um mês.
“Sob este cenário, insistimos que o segundo semestre deste ano é de grande perigo de cheias de rios, inundações, enchentes, deslizamentos de terra, e tempestades severas de granizo e vento destrutivos. Algumas cheias de rios podem ser significativas”, alertou a MetSul.
