Novas normas exigem mais eficiência e durabilidade de lâmpadas LED


Regulamentação do Inmetro quer melhorar qualidade das lâmpadas LED
Reprodução/TV Globo
O Inmetro estabeleceu critérios mais rigorosos de eficiência e de segurança para as lâmpadas LED.
É LED. Economiza como LED. Mas está longe de durar como deveria. Pelo menos na casa de Antônio.
“A fiação é tudo nova e, constantemente, acontece esse problema de queimar as lâmpadas. Vou subir aqui um pouquinho para mostrar que essa aqui parece que foi coincidência. Mas eu tive que desligar, porque está assim. E não tem como ficar na cozinha desse jeito”, explica Antônio Marcos Moço, analista de telecomunicações.
Eliana de Castro Moço, artesã:
“Isso, é… realmente esse aqui é um espaço que a gente não usa muito. Mas, mesmo assim, já umas duas vezes ela já foi queimada em menos de um ano e meio.”
Hoje, a gente compra uma lâmpada ou uma luminária de LED e não tem muita certeza do que está levando para casa. Quase tudo disponível no mercado vem de fora do país e não há um padrão das embalagens.
Não há informações muito precisas, por exemplo, sobre a eficiência energética. Isso vai mudar por causa de uma nova regulamentação.
Uma portaria publicada pelo Inmetro determina critérios de eficiência energética, segurança elétrica e desempenho que luminárias e lâmpadas de LED devem seguir.
No rótulo dos produtos, por exemplo, vai ter que constar a classificação de A a G, que identifica os mais e menos eficientes no gasto de energia. E as lâmpadas devem durar pelo menos 15 mil horas.
Hércules Souza, chefe da regulamentação do Inmetro:
“É importante lembrar que a gente está, com isso, estimulando a competição, facilitando a comparação entre produtos e a escolha do produto mais eficiente.”
“Nós queremos também que as lâmpadas comercializadas no Brasil ofereçam um grau bastante adequado de eficiência energética. Isso tem impacto importante na conta de energia do próprio consumidor e na utilização consciente, eficiente da matriz energética brasileira”, complementa Hércules.
Os fabricantes e importadores têm até novembro do ano que vem para se adaptar às novas regras. O comércio vai poder vender produtos antigos até 2030.
Para a Clasp, entidade internacional que dá consultoria sobre eficiência energética, essa adequação deve ser mais rápida.
Edilaine Venâncio Camillo, gerente do escritório da Clasp no Brasil:
“Quando você tem uma etiqueta, quem tem o poder na mão é o consumidor. Então, se ele chega numa loja e não acha algo A ou B, pelo menos, ele vai questionar. Então o mercado vai ter que se adaptar e trazer esses produtos.”
Antônio Marcos Moço, analista de telecomunicações:
“Melhor ter uma de boa qualidade, a gente sabe que tem eficiência, tem informação do que a gente está comprando e a gente conseguir se acertar.”
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