
O Senado dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (5) um projeto de lei que destina US$ 70 bilhões para financiar as agências de imigração do governo do presidente Donald Trump.
A proposta prevê recursos para o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e para a Patrulha da Fronteira até o fim do atual mandato presidencial, em janeiro de 2029. Com a aprovação no Senado, o projeto segue agora para a Câmara dos Representantes.
O texto foi aprovado por 52 votos a 47, após intensas negociações entre republicanos e democratas. A tramitação chegou a ser ameaçada por divergências em torno de um fundo de US$ 1,8 bilhão voltado a iniciativas classificadas por opositores como “antiarmamento”.
A senadora republicana Lisa Murkowski, do Alasca, foi a única integrante de seu partido a votar contra a proposta. Todos os democratas também rejeitaram o projeto.
Murkowski criticou o uso do processo de reconciliação orçamentária, mecanismo que permite a aprovação de medidas relacionadas a impostos e gastos por maioria simples, sem a necessidade dos 60 votos normalmente exigidos para superar obstruções legislativas no Senado.
A sessão se estendeu por cerca de 18 horas e incluiu a apresentação de dezenas de emendas. Ao todo, republicanos e democratas propuseram 29 alterações ao texto antes da votação final. Em alguns casos, parlamentares republicanos apoiaram emendas que contrariavam posições defendidas por Trump.
Proposta enfrentou resistência
Durante a tramitação do projeto, democratas tentaram incluir discussões sobre a proposta defendida por Donald Trump de criar um fundo de US$ 1,8 bilhão destinado à indenização de pessoas que o presidente considera terem sido alvo de perseguição política por parte do governo durante a invasão ao Capitólio.
A iniciativa, no entanto, perdeu força após o Departamento de Justiça anunciar, na última terça-feira (2), que não pretende levar o programa adiante. Em audiência na Câmara dos Representantes, o procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que o governo desistiu da criação do mecanismo, que vinha enfrentando questionamentos jurídicos e resistência entre parlamentares, incluindo integrantes do próprio Partido Republicano.
