
“Teremos um concurso público ainda este ano”, afirmou Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), após volta à pasta, no final de maio de 2026. Segundo o chefe da AGU, já foram aprovadas 50 vagas autorizadas para cada carreira, e anunciou novidades de vagas para cargos específicos e certame diferenciado. As tratativas com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) está em fase final. Ao todo serão 170 vagas de imediato e destinado a carreiras jurídicas.
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Segundo intituições de educação voltadas para concursos públicos, a AGU tem déficit de pessoal que ultrapassa 1.200 cargos vagos. Para 2026 foram anunciadas 50 vagas para advogados da União, 50 vagas para procurador da Fazenda Nacional (PFN), mais 50 vagas para procurador federal e a novidade são 20 vagas destinadas para cargo de procurador do Banco Central (Bacen).

Processo diferenciado
O formato unificado de inscrição é outra novidade do concurso público para a AGU. Diferente do modo tradicional adotado atualmente nos concurso público unificado, o candidato vai escolher a carreira pretendida no início do processo e vai concorrer exclusivamente a ela. Segundo a AGU, a estratégia será adotada para dar eficiência à máquina estatal e sanar a “dança das cadeiras” entre os aprovados.
Isso acontece quando vários editais para um mesmo órgão são publicados separadamente – para cargos específicos – e acaba resultando em casos de um mesmo candidato passar em múltiplos certames para a mesma Administração. Isso também ocorre quando se concorre à outro órgão pouco tempo após tomar posse, provocando desfalques instantâneos e desequilíbrio nas equipes.
Segundo o ministro, para operacionalizar o processo seletivo público nesse molde “fechado”, a previsão é de que as provas sejam aplicadas em datas específicas para cada carreira.
Messias interrompeu a reunião de alinhamento com as chefias de direção superior e secretários da casa para fazer o comunicado do certame. Segundo informações da AGU, a seleção vai distribuir as os cargos de forma estratégica e recompor os quadros de servidores que atuam na linha de frente da defesa e legalidade da Administração Pública.
Negociações a mais
“Tampando” buraco na pasta, Jorge Messias também anunciou plano de reorganização estrutural de todo corpo funcional e afirmou que abriu negociações com o MGI para desbloquear plano de cargos e salários dos servidores administrativos. Messias afirmou que “isso é algo que me mobiliza muito”.
Segundo a AGU, Messias e a ministra da Gestão, Esther Dweck, se reuniram na última semana de maio e alinharam as propostas de remuneração e carreira para a Advocacia-Geral. A AGU incorporou 400 novos servidores de nível superior em 2025, aprovados por meio do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU).
