Ferro-velho vira museu de aviões a céu aberto com peças de até R$ 100 mil no interior de SP


Museu de aviões em Campinas exibe fuselagens e peças raras em ferro-velho
Um ferro-velho em Campinas (SP) se transformou em um museu de aviação a céu aberto com aeronaves que chegam a custar R$ 100 mil. O espaço abriga fuselagens e peças de aviões antigos que foram aposentados e agora atraem a atenção de curiosos e apaixonados pelo setor.
Os frequentadores do museu não precisam ficar limitados à observação do acervo. O espaço permite que as pessoas interajam, entrem nas aeronaves, brinquem de dar partida nos motores e até mesmo comprem objetos do acervo.
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A inauguração oficial do museu está prevista para o início de 2027, mas o local já recebe o público na Rodovia Lix da Cunha, conhecida como antiga Estrada Velha de Indaiatuba, no bairro Três Vendas.
O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h40 às 17h, e aos finais de semana apenas sob consulta. A entrada custa R$ 20 para adultos e R$ 10 para crianças, com gratuidade para menores de cinco anos e pessoas acima de 60 anos.
Visitas e compras
Além do passeio, os visitantes podem adquirir os itens expostos no ferro-velho. A comercialização atende a diferentes necessidades:
Um avião modelo Cessna 150, por exemplo, pode ser levado para casa por cerca de R$ 100 mil;
Aeronaves de grande porte costumam ser compradas para a construção de restaurantes e casas;
Visitantes também adquirem lembranças avulsas para decoração, como poltronas, pneus ou componentes mecânicos.
“Os maiores assim levam para fazer restaurante, tem aqui vendido já para fazer casa também. Quase todos que vêm aqui gostam, sempre alguma coisa ele leva, nem que for para decoração. Ele leva uma poltrona, uma peça de mecânica, talvez uma roda, um pneu”, afirmou Vitório Bim, proprietário do local.
Ideia do museu
Ferro-velho vira museu de aviões a céu aberto com peças de até R$ 100 mil no interior de SP
Reprodução/EPTV
A criação do espaço ocorreu por acaso há cerca de 10 anos. Vitório comprou um avião pequeno apenas para atrair a atenção na rua. “Como ele era o cartão de visita, o pessoal começou a entender que eu trabalhava com sucatas de avião”, relembrou.
Os aviões chegam inteiros ao espaço e passam por desmontagem. O mecânico de aeronaves Fábio Anderson Santos explicou que as peças mecânicas retornam à aviação comercial, mas a carcaça tem um alto custo de reciclagem.
Ainda segundo o mecânico, esses aviões seriam descartados e estariam apenas poluindo o ambiente. A partir dessa limitação estrutural, surgiu a iniciativa de montar um acervo. Assim, peças que perderiam função operacional passam a ter valor histórico.
Negócios com a Embraer
✈️ A fama do local chegou até São José dos Campos (SP), cidade que abriga a sede da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). De lá, veio o contato para saber se o comerciante tinha interesse em comprar um avião inutilizado.
“Ele fechou o negócio. Foi o começo de uma aventura que já dura 10 anos. O dia inteiro fazendo isso daí, atendendo o pessoal e aprendendo bastante na aviação também”, contou Fábio.
O interesse pelo tema cresceu tanto que Vitório decidiu estudar. “Eu quis até fazer o curso de piloto para poder aprender mais, para poder conversar com os clientes que são pilotos, os apaixonados por avião, né? E a gente saber conversar melhor com eles”, disse.
Empresa de sucata vira museu a céu aberto com fuselagens de aviões
Reprodução/EPTV
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