Saiba quem foi Sinhá Junqueira, mulher que ficou conhecida pela filantropia em Ribeirão Preto, SP


Saiba quem foi Sinhá Junqueira, mulher que ficou conhecida em Ribeirão Preto
Quem passa pela Biblioteca Sinhá Junqueira, no Centro de Ribeirão Preto (SP), talvez não imagine que o casarão já foi residência de uma das mulheres mais conhecidas da história da cidade.
Filantropa e responsável pela administração de um dos maiores patrimônios da região no século 20, Theolina Zemila de Andrade Junqueira, a Sinhá Junqueira, teve o nome ligado a iniciativas nas áreas de educação, saúde e assistência social que permanecem presentes na cidade até hoje.
Esta reportagem faz parte da série ‘Histórias Escondidas’, uma produção especial da EPTV, afiliada da TV Globo, para celebrar os 170 anos de Ribeirão Preto, comemorados em 19 de junho. Curiosidades, personagens marcantes e fatos que pouca gente conhece ajudam a entender a trajetória de uma das cidades mais importantes do estado de São Paulo.
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Quem foi Sinhá Junqueira
De acordo com o livro ‘A Eterna Dama Sinhá Junqueira’, de Adriana Silva, Fernando Antônio Dias dos Reis Júnior e Sandra Molina, Theolina Zemila de Andrade nasceu em 1874, em Franca (SP).
Em 1891, ela se casou com o empresário e usineiro Francisco Maximiano Junqueira, conhecido como coronel Quito Junqueira. A partir do casamento, passou a ser chamada de Sinhá Junqueira, nome que ficou conhecido na região.
Sinhá Junqueira em sua sala de estar
Arquivo pessoal/Fundação Sinhá Junqueira
Sem filhos, o casal construiu uma trajetória ligada ao crescimento econômico do interior paulista durante o ciclo do café. Em 1912, mudou-se para Ribeirão Preto e passou a viver em um casarão na Rua Duque de Caxias, na região central da cidade.
Com a crise cafeeira nas primeiras décadas do século 20, Quito e Sinhá Junqueira ampliaram os investimentos, mantendo negócios em diferentes setores do agronegócio.
O patrimônio acumulado colocou a família entre os grupos mais influentes do interior paulista durante a primeira metade do século.
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A vida após a morte de Quito Junqueira
Em novembro de 1938, Quito Junqueira morreu aos 71 anos. Sem herdeiros diretos, a administração dos bens da família ficou sob responsabilidade de Sinhá Junqueira.
Nos anos seguintes, Theolina ampliou as ações assistenciais desenvolvidas pela família e ajudou a consolidar o Educandário Coronel Quito Junqueira, criado em 1938 ao lado do marido. A instituição funcionou durante anos como orfanato e, posteriormente, se reinventou e passou a atuar na área educacional até os dias atuais.
Além do educandário, em 1950 foi criada a Fundação Sinhá Junqueira, entidade voltada ao desenvolvimento de projetos nas áreas de educação, cultura e saúde, que continua em atividade.
Outra iniciativa ligada ao nome de Sinhá Junqueira foi o Hospital e Maternidade Sinhá Junqueira.
Instituição da Fundação Sinhá Junqueira, em 14 de junho de 1950
Arquivo pessoal/Fundação Sinhá Junqueira
O casarão que virou biblioteca
Após a morte de Sinhá Junqueira, em novembro de 1954, o casarão da Rua Duque de Caxias passou por um processo de preservação.
O imóvel foi transformado inicialmente na Biblioteca Altino Arantes, em homenagem ao ex-deputado Altino Arantes Marques, parente da família Junqueira. Anos depois, passou a receber o nome de Biblioteca Sinhá Junqueira.
Adquirido pela Prefeitura de Ribeirão Preto em 1983 e tombado como patrimônio histórico, o casarão preservou características arquitetônicas do período de expansão cafeeira e segue recebendo visitantes para atividades culturais, oficinas, apresentações artísticas e consultas ao acervo.
Biblioteca Sinhá Junqueira em Ribeirão Preto, SP
Érico Andrade/g1
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