
Vista de prédios comerciais e residenciais de Taipei, em Taiwan, no dia 12 de maio de 2026
Ann Wang/Reuters
A guarda costeira de Taiwan anunciou neste domingo que havia despachado embarcações para “responder de forma apropriada” a uma operação chinesa nas águas a leste da ilha, operação que, segundo eles, constitui “violação do direito internacional”.
Os navios chineses foram monitorados “durante todo o processo” e Taiwan “despachou os navios necessários para responder de maneira adequada”, afirmou a guarda costeira em comunicado.
No sábado, autoridades taiwanesas disseram que um navio da guarda costeira da China e um navio de levantamento oceanográfico realizaram a primeira operação coordenada para “provocar” Taiwan, nas águas próximas às Ilhas Pratas, controladas por Taipei.
As Ilhas Pratas, consideradas vulneráveis por especialistas devido à distância de mais de 400 km da ilha principal de Taiwan, são um ponto estratégico e têm sido alvo de operações militares e quase militares de Pequim.
Segundo a guarda costeira de Taiwan, os navios chineses transmitiram mensagens afirmando que realizavam operações de “aplicação da lei” e que “o futuro de Taiwan está na reunificação nacional”. Em resposta, os navios taiwaneses transmitiram: “Parem de minar a paz. Vocês devem retornar e buscar a democracia — esse é o caminho correto para servir ao seu país.”
O secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional de Taiwan, Joseph Wu, classificou os atos como “altamente provocativos” e chamou a China de “um agressor doente, causando problemas em toda a região”.
Taiwan declarou que Pequim tenta criar uma “falsa ilusão” de jurisdição sobre a área e reforçou: “A soberania marítima de Taiwan não admite provocações.”
Com informações das agências de notícias Reuters e Associated Press (AP).
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