“O câncer é realmente difícil”, diz ex-primeira-dama sobre Biden

O ex-presidente Joe Biden e a esposa JillReprodução/redes sociais

A ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden, atualizou o estado de seu marido, o ex-presidente Joe Biden, em entrevista ao programa “Morning Joe”, da emissora norte-americana MSNOW.

Biden foi diagnosticado com um câncer de próstata em maio de 2025. Pouco mais de um ano depois, sua esposa afirmou que a doença “cobra seu preço”.

Atualmente com 83 anos, Biden enfrenta a doença em “forma agressiva”. Já em maio de 2025, o ex-presidente confirmou que o câncer de próstata havia metastizado para os ossos e que ele estava avaliando as opções de tratamento.

Na entrevista, Jill disse que ele está bem e que ele mantém sua rotina, inclusive  viajndo algumas vezes por mês de trem.

Questionada se, considerando o câncer, ela acredita que o marido teria conseguido cumprir seu segundo mandato caso tivesse derrotado Donald Trump nas eleições de 2024, a ex-primeira-dama respondeu: “Não sei a resposta para essa pergunta.”

Sinais de fragilidade já em 2024

Biden chegou a lançar sua pré-candidatura à reeleição em 2024, contra Donald Trump, e, na época, muito se especulava sobre seu estado de saúde.

A ex-primeira-dama, em entrevista recente a outro canal norte-americano, relatou uma situação delicada, que aconteceu em 2024, em que ela diz que chegou a acreditar que o Biden estivesse sofrendo um derrame durante o debate contra Donald Trump, em junho daquele ano.

A participação de Trump naquele debate marcou o início do colapso de sua candidatura à reeleição. Na ocasião, Biden tinha 81 anos e enfrentava questionamentos crescentes sobre sua capacidade física e cognitiva para disputar um segundo mandato à frente da Casa Branca.

Durante o confronto, lembrou Jill, o então presidente apresentou voz rouca, atribuída posteriormente a um resfriado, além de dificuldades de raciocínio em alguns momentos. Biden hesitou em respostas, perdeu linhas de argumentação e demonstrou pouca energia ao longo do debate.

O desempenho contrastou com o de Trump, que adotou um tom firme e assertivo, mesmo fazendo declarações consideradas falsas ou enganosas por veículos de imprensa e agências de checagem.

A repercussão negativa foi imediata dentro do Partido Democrata. Nos bastidores, lideranças passaram a discutir abertamente a possibilidade de substituição do candidato antes da eleição de novembro. O temor era de que Biden não tivesse condições de enfrentar Trump em uma campanha longa e intensa.

Nas semanas seguintes, Biden tentou conter a crise política.

O então presidente participou de entrevistas, realizou reuniões com governadores democratas e negou repetidamente que estivesse sofrendo qualquer declínio cognitivo ou físico. Em pronunciamentos públicos, insistia que permaneceria na disputa e que derrotaria Trump nas urnas.

Retirada da candidatura

Apesar disso, a pressão interna aumentou progressivamente. Figuras influentes do Partido Democrata, como o ex-presidente Barack Obama e a ex-presidente da Câmara dos Representantes Nancy Pelosi, passaram a demonstrar preocupação com a viabilidade eleitoral da candidatura.

No fim de julho, os rumores sobre uma possível desistência ganharam força em Washington. Em 21 de julho de 2024, Biden anunciou oficialmente a retirada de sua candidatura à reeleição. Na mesma ocasião, declarou apoio à então vice-presidente Kamala Harris para assumir a cabeça da chapa democrata.

A candidatura de Harris foi oficializada pelo partido no mês seguinte, mas ela acabou derrotada por Donald Trump na eleição presidencial realizada em novembro daquele ano.

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