
Tratamento da hanseníase: Teresina segue como área de endemia da doença
Teresina registrou 193 novos casos de hanseníase em 2025 e segue em alerta para a doença em 2026. A infecção, que atinge a pele e os nervos, pode causar sequelas quando não tratada a tempo. O tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e o diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações.
⚠️A hanseníase é uma doença infecciosa que atinge principalmente a pele e os nervos. Os sintomas mais comuns são manchas claras ou avermelhadas, acompanhadas de perda ou diminuição da sensibilidade ao calor, ao frio, à dor e ao toque. Em casos mais graves, os nervos podem ser comprometidos, o que pode causar limitações físicas permanentes.
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Os principais sintomas incluem manchas claras ou avermelhadas na pele, além de dormência e redução da sensibilidade ao calor, ao toque e à dor. Em alguns casos, o primeiro sinal não são manchas, mas queimaduras ou ferimentos que a pessoa não percebe.
Em entrevista à TV Clube, a coordenadora do Centro Maria Imaculada, Stephanie Maria, destacou que a demora em buscar atendimento ainda é um dos principais problemas.
“É uma doença que deixa sequela se o diagnóstico for tardio. Então, é importante dizer que a presença de manchas ou a perda de sensibilidade em alguma região do corpo podem ser sinais da hanseníase”, afirmou.
Tratamento
O tratamento dura de seis meses a um ano, dependendo do estágio da doença. Quando iniciado cedo, aumenta a chance de cura sem sequelas.
“Quanto mais cedo for o tratamento, maior a chance de você ter a cura sem sequelas da doença”, explicou Stephanie Maria.
Durante esse período, o paciente recebe medicação gratuita e acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Ao final do tratamento, pode ser considerado curado.
Em casos mais graves, o paciente pode precisar de fisioterapia e terapia ocupacional para recuperar movimentos e evitar limitações físicas.
Transmissão
A hanseníase é transmitida pelas vias respiratórias, principalmente em contato próximo e prolongado com pessoas que ainda não iniciaram tratamento.
O risco é maior entre pessoas que convivem no mesmo ambiente, como familiares. Contatos rápidos, em geral, não transmitem a doença.
“Essa perda de sensibilidade nas mãos, nos pés, uma câimbra, uma dormência, pode também ser hanseníase. Então, é importante procurar a unidade de saúde”, reforçou a coordenadora.
Após iniciar o tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença.
Piauí tem quinta maior taxa da doença do país
Em janeiro deste ano, o Piauí ocupou a quinta posição no ranking nacional de casos de hanseníase, segundo o Boletim Epidemiológico de Hanseníase 2025. O estado é considerado de alta incidência da doença.
Especialistas afirmam que o diagnóstico tardio é um dos principais fatores para esse cenário, já que muitos pacientes descobrem a doença apenas em estágios avançados.
A recomendação é procurar uma unidade de saúde ao notar qualquer sintoma. O diagnóstico é simples, e o tratamento está disponível na rede pública.
Hanseníase: veja a importância do diagnóstico precoce e como fazer tratamento
Reprodução
*Gabriely Corrêa, estagiária sob supervisão de Lucas Marreiros.
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