
Uma viagem de ônibus entre São Paulo e Vitória terminou com a prisão de um homem suspeito de importunação sexual após uma passageira pedir ajuda à Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante o trajeto pela Rodovia Presidente Dutra, em Caçapava, no interior paulista.
O caso aconteceu na tarde da última quinta-feira (O4), na altura do km 127 da BR-116. Segundo a PRF, a vítima entrou em contato com a central da corporação relatando que estava sendo alvo de atos de importunação sexual dentro do coletivo. O motorista do ônibus, ao ser informado da situação, parou em frente a uma Unidade Operacional da polícia para solicitar apoio imediato.
Quando chegaram ao local, os agentes encontraram a passageira acompanhada da filha de 4 anos. O suspeito, um homem de 39 anos, foi identificado e preso em flagrante ainda no ponto de parada do ônibus.
Após a abordagem, o homem foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Caçapava, onde permaneceu preso pelo crime de importunação sexual.
A PRF reforçou que vítimas e testemunhas devem denunciar casos semelhantes o mais rápido possível para que as equipes possam agir imediatamente. Em situações de emergência nas rodovias federais, o telefone 191 funciona gratuitamente 24 horas por dia.
Crime de importunação sexual
A importunação sexual é considerada crime no Brasil desde 2018 e ocorre quando alguém pratica ato libidinoso sem o consentimento da vítima, com o objetivo de satisfazer o próprio desejo sexual.
Situações como toques indesejados, assédio físico e atitudes invasivas em locais públicos e transportes coletivos estão entre os casos mais registrados pelas autoridades. A pena prevista varia de um a cinco anos de prisão, podendo aumentar em situações específicas previstas pela Justiça.
Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os registros de crimes sexuais seguem em alta no estado. No primeiro trimestre de 2025, São Paulo contabilizou 3.862 casos de estupro, número 13,5% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Especialistas apontam que parte desse aumento também está relacionada à maior procura das vítimas por canais de denúncia e acolhimento.
Já em relação à importunação sexual, levantamento divulgado após a criação da lei mostrou que o estado de São Paulo registrou mais de 3 mil casos no primeiro ano de vigência da legislação, com ocorrências principalmente em vias públicas, residências e transportes coletivos. Autoridades reforçam que muitos episódios ainda deixam de ser denunciados por medo, constrangimento ou insegurança das vítimas.
