‘Ninguém acredita ainda’, desabafa primo de jovem encontrada carbonizada com padrasto no TO


Incêndio que matou padrasto e enteada em Araguaína é investigado pela Polícia Civil
A jovem Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, era vista pela família como uma pessoa dedicada aos estudos. Laiane trabalhava como atendente em uma clínica e sonhava em concluir a graduação em direito para atuar na área. Ela e o padrasto, Ivano Vaz Cunha, de 49 anos, foram encontrados carbonizados dentro de uma casa em Araguaína, na região norte do Tocantins.
“Menina nova, cara, tinha um futuro brilhante pela frente. Uma menina inteligente, educada, simpática. Até hoje foi um choque, um baque para a família. Ninguém acredita ainda”, desabafou o primo Gustavo Noleto.
O caso foi registrado no dia 3 de junho, quando o Corpo de Bombeiros foi acionado para um incêndio no setor Lago Azul I. O corpo de Laiane Cardoso foi encontrado debaixo de um guarda-roupa, dentro do quarto. Segundo a corporação, o corpo de Ivano foi localizado sobre os fragmentos de uma cama, queimada pelo fogo. Segundo a Polícia Militar, os dois estavam sem roupas na parte inferior do corpo. No imóvel, também foi encontrado um galão com vestígios de gasolina.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHP). A polícia ainda não informou qual a linha de investigação.
Para o primo, a bondade da jovem é a principal lembrança que tem dela. Ele conta que a fé tem sido o conforto da família para enfrentar o luto.
“O que mais nos conforta nesse momento é saber que ela está com Deus. Deus precisa de pessoas de coração bom igual ao dela”, afirmou.
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Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, morreu carbonizada em Araguaína
Reprodução/Instagram de Laiane Cardoso Noleto
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Histórico de crimes do padrasto
Ivano Vaz Cunha tinha histórico de crimes e já havia sido condenado pela Justiça. Em 2007, enquanto dirigia uma carreta em Araguaína, ele atropelou e matou uma pessoa e fugiu do local, conforme documento obtido pelo g1. O caso gerou um processo que tramitou por anos, com audiências realizadas até 2025, segundo registros do Tribunal de Justiça.
Em 2009, foi condenado por estuprar e matar a enteada, Layla Athyla Maranhão, além de atear fogo no corpo da vítima. Segundo o delegado Silneyr Deófanes de Castro, poucas horas após o crime, Ivano procurou uma emissora de TV local para se apresentar, onde foi preso pela equipe da Polícia Civil.
No caso atual, foi apreendido um galão com vestígios de gasolina. Os corpos foram encontrados sem roupas na parte inferior da casa.
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