
Hoje, enquanto participava do CPIIC 2026 – Congresso Paulista de Iluminação e Cidades do Futuro, no Parque Tecnológico de Santo André, me peguei refletindo sobre o verdadeiro significado de inovação. Durante as pesquisas para a palestra que ministrei no evento, repassei muitos dados sobre infraestrutura digital e eficiência energética. Mas a verdade que sempre me salta aos olhos é uma só: construir “cidades inteligentes” é, antes de qualquer tecnologia, pensar no bem das pessoas. E foi justamente essa reflexão que me fez lembrar de uma data especial: neste mês, celebramos cinco anos das primeiras articulações que trouxeram o Poupatempo para Jaguariúna.
Olhar para trás nos dá a real dimensão de como o tempo funciona na gestão pública. Iniciamos o planejamento e o anúncio dessa conquista em junho de 2021. Quem trabalha com responsabilidade sabe que transformar uma grande ideia em realidade exige prazos, convênios e engenharia administrativa para que os recursos sejam bem aplicados; por isso, após meses de muito trabalho e dedicação, a inauguração física aconteceu em maio de 2022. Hoje, ver a unidade operando com força total no coração da nossa cidade, na Rua Alfredo Engler, é a prova de que o plantio correto gera frutos duradouros.
Evolução contínua
Mais do que um ponto fixo de atendimento, esse espaço demonstra que operações inteligentes são dinâmicas e nunca param de evoluir. O Poupatempo Jaguariúna se modernizou, integrando-se ao formato mais compacto e digital do Governo do Estado. Além das emissões presenciais tradicionais de RG, CNH, antecedentes criminais e serviços do Detran, o local hoje oferece suporte para centenas de procedimentos digitais em totens de autoatendimento, além de abrigar serviços municipais essenciais, como a Mobilidade Urbana e o protocolo da Prefeitura. Essa evolução contínua valida o que a tecnologia tem de melhor: ela serve para se moldar e melhorar constantemente de acordo com a demanda real das pessoas.
Antes dessa conquista, resolver pendências básicas significava perder o dia inteiro. Nossas famílias precisavam viajar até Campinas, gastando com transporte, alimentação e, o mais grave, perdendo horas preciosas que poderiam ser dedicadas ao trabalho ou ao convívio familiar. A chegada da unidade central reduziu custos de forma drástica e devolveu tempo de vida aos nossos cidadãos.
Muitas vezes, a população não sabe como um equipamento dessa magnitude chega a um município. Não é mágica, é trabalho de articulação. O processo exige uma engrenagem muito bem azeitada: o prefeito identifica a urgência local e prepara a estrutura da cidade; os vereadores cumprem o papel vital de aprovar as leis de contrapartidas e a cessão do espaço físico; os deputados atuam como a ponte política, defendendo e viabilizando a demanda junto ao Governo do Estado; e, por fim, o governador autoriza os investimentos e a implantação. Cada peça dessa engrenagem importa para que o benefício chegue à ponta.
Energia que aquece o coração
Ter vivido o dia a dia da cidade, primeiro como vereador e depois como prefeito, me ensinou na prática como fazer essa máquina girar a favor da população. É exatamente essa bagagem de gestão pública que coloco em prática no trabalho que venho exercendo atualmente. Até porque minha dedicação às pessoas nunca parou, independentemente de cargos ou títulos. O poder pelo poder não me seduz. Minha verdadeira ligação é com a transformação real na vida do cidadão, com o bem que conseguimos fazer para eles. Esse é um valor inegociável que herdei dos meus pais e que a minha religião me ensina a praticar todos os dias.
Ao olhar para o horizonte do futuro, percebo que a tecnologia e a infraestrutura são essenciais, mas sozinhas não têm pulso. Uma cidade verdadeiramente iluminada é aquela que, muito além de acender postes e praças, consegue acender esperanças e clarear o caminho de quem vive nela. As inovações mais brilhantes não são feitas apenas de fibra óptica ou algoritmos, mas de empatia. Aprendi que, na gestão pública, a energia mais transformadora não vem dos fios, mas da genuína vontade de servir. Pois lançar luz sobre as oportunidades que podem tornar a vida das pessoas melhor, mais ágil e mais digna é, e sempre será, a melhor forma de aquecer o coração.
