
O canadense Paul Wolscht chamou a atenção da imprensa internacional ao tomar uma decisão que mudou completamente sua vida. Depois de mais de duas décadas de casamento e de criar sete filhos, ele deixou a família para assumir uma nova identidade, passando a viver em tempo integral como “Stefonknee Wolscht”, uma menina de seis anos. As informações são do Canal 26.
Na época da mudança, Wolscht tinha 46 anos e afirmou que a transformação representava uma forma autêntica de expressar quem acreditava ser. Além da transição de gênero, ele passou a adotar elementos associados à infância, como vestidos coloridos, cabelos presos em maria-chiquinhas, brinquedos e atividades típicas de crianças.
Stefonknee conseguiu abrigo em casa de casal mais velho
Em entrevistas concedidas à imprensa canadense e posteriormente repercutidas em diversos países, Stefonknee explicou que encontrou acolhimento em um casal mais velho que passou a desempenhar um papel semelhante ao de pais adotivos. Ela costuma chamá-los de “mamãe” e “papai” e afirma que participa de brincadeiras, desenhos e outras atividades recreativas que descreve como parte de um processo terapêutico.

Enquanto reconstruía sua vida, a separação teve impacto direto sobre a antiga família. A ex-esposa precisou assumir sozinha diversas responsabilidades após o fim do relacionamento, enquanto os sete filhos também enfrentaram as consequências da ruptura familiar.
O caso ganhou enorme repercussão porque mistura duas questões distintas: a identidade de gênero e o chamado “age regression” ou regressão etária, prática na qual adultos adotam comportamentos, roupas ou hábitos associados a idades mais jovens. Wolscht sempre sustentou que sua vivência não é uma performance ou brincadeira, mas uma expressão legítima de sua identidade pessoal.
A história também provocou intenso debate nas redes sociais e entre especialistas. Parte do público interpreta a situação como um exemplo extremo de liberdade individual e da busca por autenticidade, enquanto outros enxergam a experiência com preocupação e questionam seus possíveis impactos psicológicos e familiares.
Nos anos seguintes, Stefonknee permaneceu ativa na internet e continuou concedendo entrevistas sobre sua trajetória. Em uma conversa publicada em 2024 para divulgar seu livro autobiográfico, afirmou que enfrentou períodos de depressão, falta de moradia e discriminação após deixar a antiga vida para trás, descrevendo sua história como uma jornada de superação e de busca por aceitação.
A singularidade do caso fez com que veículos de comunicação de diferentes países voltassem a abordá-lo repetidas vezes, tornando Stefonknee Wolscht uma das figuras mais conhecidas quando o assunto é identidade associada à regressão etária e suas implicações sociais.
