
Uma criança de três anos mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros na manhã desta quarta-feira (10) após ficar colada a um sofá dentro de casa, no bairro Nossa Senhora de Fátima, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.
O acidente doméstico aconteceu por volta das 8h15, na Rua Gerbera. Segundo informações repassadas pelos bombeiros, o menino pegou uma embalagem de supercola e espalhou uma grande quantidade do produto sobre o sofá da sala. Em seguida, ele se sentou sobre a substância e acabou ficando grudado ao móvel.
Os pais tentaram retirar a criança por conta própria, mas não conseguiram. Diante da situação, acionaram militares do Posto Avançado de Betim para prestar socorro.
Quando os bombeiros chegaram ao local, encontraram o menino com uma das pernas colada em uma posição que causava desconforto. A equipe realizou um trabalho cuidadoso para minimizar o incômodo e evitar ferimentos durante a retirada.
Após a intervenção, os militares conseguiram remover a criança do sofá, cortando todo o tecido que estava aderido à pele. O menino foi liberado aos cuidados dos pais, que ficaram responsáveis por levá-lo a uma unidade de saúde para avaliação médica.
De acordo com os bombeiros, a criança passa bem.
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Acidentes domésticos com crianças exigem atenção redobrada
Acidentes domésticos estão entre as principais causas de atendimentos de emergência envolvendo crianças no Brasil. Especialistas alertam que produtos de limpeza, medicamentos, objetos cortantes e substâncias químicas, como colas e solventes, devem ser armazenados em locais altos ou trancados, longe do alcance das crianças.
Crianças menores de cinco anos estão mais vulneráveis a esse tipo de ocorrência devido à curiosidade natural e à tendência de explorar objetos sem compreender os riscos. Em poucos segundos, situações aparentemente simples podem resultar em queimaduras, intoxicações, quedas, engasgos e outros acidentes que exigem atendimento médico.
No caso da supercola, o principal componente é o cianoacrilato, uma substância que promove aderência quase instantânea ao entrar em contato com superfícies e com a umidade presente na pele. Quando ocorre contato acidental, a recomendação é evitar puxar ou forçar a separação das áreas coladas, pois isso pode causar ferimentos, cortes e até arrancamento da pele.
A orientação é lavar a região com água morna e sabão e buscar auxílio médico quando houver dificuldade para remover o produto ou quando a cola atingir áreas sensíveis, como olhos, boca ou nariz. Em situações envolvendo crianças, o acompanhamento profissional é ainda mais importante para evitar complicações.
Especialistas também recomendam que embalagens de produtos químicos sejam mantidas em suas embalagens originais e nunca sejam deixadas ao alcance de crianças, mesmo durante o uso.
