Quaest: 55% dos brasileiros acreditam que tarifaço dos EUA pode afetar suas vidas

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A pesquisa Genial-Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 55% dos entrevistados acreditam que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil podem afetar suas vidas ou as de seus familiares, caso sejam implementadas. O percentual é maior do que o dos que dizem que as taxas não farão diferença em seu dia a dia, que somam 37%. Os que não souberam responder ou não quiseram se manifestar somam 8%.

Esta é a primeira pesquisa que mede a reação dos eleitores à nova ameaça do governo americano. Na semana passada, os EUA propuseram a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras após concluírem uma investigação que acusa o país de adotar práticas que restringem o comércio com os norte-americanos.

A medida ainda não está em vigor.

Impacto político do tarifaço, segundo a Quaest

A Genial-Quaest incluiu perguntas sobre as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros e seus possíveis reflexos políticos. Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados concordam mais com a posição de Lula ao afirmar que Flávio Bolsonaro teve responsabilidade pelo agravamento da disputa comercial.

Outros 46% concordam mais com a avaliação do presidente de que medidas americanas estariam relacionadas ao debate sobre o Pix.

O levantamento também testou a percepção sobre patriotismo e defesa dos interesses nacionais. Nesse quesito, 47% apontaram Lula e 37% citaram Flávio Bolsonaro.

A pesquisa mostrou ainda que quase 40% afirmam que o tarifaço aumenta a disposição de votar em Lula, enquanto cerca de 30% disseram o mesmo em relação ao senador.

Encontro de Flávio com Trump

O questionário incluiu um bloco de perguntas sobre a percepção dos eleitores em relação ao relacionamento do Brasil com os Estados Unidos e aos vínculos dos pré-candidatos Lula e Flávio Bolsonaro com o presidente americano Donald Trump.

Dos entrevistados, 50% afirmaram ter conhecimento sobre o encontro entre Trump e Flávio Bolsonaro, realizado no fim de maio. Outros 50% disseram não saber da reunião.

PCC e Comando Vermelho como terroristas

O levantamento também questionou os entrevistados sobre a decisão de Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Dos entrevistados, 63% afirmaram que já tinham conhecimento da medida, enquanto 36% disseram ter ficado sabendo do assunto apenas durante a entrevista.

Para 60% dos entrevistados, organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho deveriam ser consideradas organizações terroristas pelo governo brasileiro. Outros 29% afirmaram que não. A pesquisa também perguntou se essas organizações deveriam ser classificadas como terroristas pelo governo dos Estados Unidos: 45% concordam com a medida, enquanto 45% discordam.

Sobre a influência de Flávio Bolsonaro na decisão americana, 47% avaliam que o parlamentar teve influência na decisão de classificar as facções como terroristas. Já 37% dizem que ele não teve participação.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%.

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