Empresária presa após entrar na lista da Interpol exibia rotina de luxo e viagens mesmo sendo considerada foragida


Empresária presa após entrar na lista da Interpol exibia rotina de luxo e viagens
Mesmo considerada foragida e após ter o nome incluído na lista vermelha da Interpol, a empresária e estilista Larissa Nara Rezende, natural de Uberaba, no Triângulo Mineiro, seguia compartilhando nas redes sociais registros de viagens internacionais e da rotina ligada ao mercado da moda. Ela foi presa na última semana ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Condenada pela Justiça Federal a 8 anos, 9 meses e 22 dias de prisão por financiar o tráfico internacional de drogas, em março de 2026, Larissa seguia publicando nas redes sociais fotos de viagens internacionais e conteúdos relacionados ao mercado da moda. A empresária também é proprietária de uma loja de roupas em Uberaba.
📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia.
Em uma publicação nas redes sociais, ela afirmava fazer parte do Instituto Marangoni, escola italiana de moda, design e artes com unidades em cidades como Milão, Paris, Londres, Dubai e Miami. Ela não informou qual era o vínculo com a instituição.
O g1 entrou em contato com o Instituto Marangoni para saber se Larissa tem vínculo com a escola, mas não houve retorno até a última atualização da reportagem.
Larissa Nara Rezende publicou nas redes sociais fotos visitando um museu em Londres.
Reprodução/Redes Sociais
A empresária foi presa na sexta-feira (5), ao desembarcar de um voo vindo de Londres, na Inglaterra. Segundo a Polícia Federal (PF), a captura ocorreu durante a Operação Cerco Fechado, que reúne ações integradas de inteligência das forças de segurança.
De acordo com a PF, Larissa estava na lista vermelha da Interpol por causa de uma condenação definitiva por financiamento ao tráfico internacional de drogas. A inclusão no sistema internacional de procurados ocorreu após a Justiça Federal expedir um mandado de prisão contra ela.
Mesmo sendo considerada foragida, Larissa continuava exibindo nas redes uma rotina de viagens internacionais, participação em eventos de moda e conteúdos relacionados a marcas e experiências de luxo.
A reportagem entrou em contato com o advogado de Larissa, Vitor Colucci Daher, mas não obteve resposta até a última atualização da matéria.
Larissa Nara Rezende é proprietária de uma loja de roupas em Uberaba e dizia fazer parte do Istituto Marangoni
Reprodução/Redes Sociais
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp
Nome inserido na lista da Interpol
Segundo a Polícia Federal, os setores de inteligência identificaram que a condenada deixou o Triângulo Mineiro e seguiu para a Europa.
Com base nas informações obtidas pelos investigadores, o nome da mulher foi incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar e prender foragidos procurados internacionalmente.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam para localizar outros suspeitos e desarticular organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.
Após a prisão, Larissa foi levada para a Penitenciária Feminina de Sant’Anna, em São Paulo.
De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), a empresária já havia ficado 7 dias presa em 2013. A motivação da prisão não foi detalhada.
LEIA TAMBÉM:
Quem é quem no esquema de família investigada por tráfico e lavagem de dinheiro
Vizinho estranha portão aberto e luzes acesas, e PM encontra 110 barras de maconha
PF cumpre mandados contra suspeitos de traficar 3 toneladas de cocaína
O que é a difusão vermelha?
O arquivo da difusão vermelha foi o primeiro banco de dados da Interpol, criado originalmente de forma analógica.
🔴 A primeira emissão do alerta vermelho da história é de 1947. O objetivo foi tentar encontrar um russo acusado pelo assassinato de um policial.
📑 O sistema de registros era feito com fichas de cartolina classificadas por nomes (arquivadas tanto em ordem alfabética quanto fonética), documentos legais (como dados pessoais e números de matrícula de veículos) e crimes (classificados por tipo e por local).
💾 Na década de 1980, os registros foram informatizados. Atualmente, a organização possui 19 bancos de dados à disposição das polícias do mundo, entre eles, de impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e obras de arte, por exemplo.
📋 Além da “difusão vermelha” (o termo técnico e oficial), a Interpol tem diversos outros sinais – cada qual com sua finalidade (e cor) específica. Veja todas no infográfico abaixo:
Muito além do ‘alerta vermelho’ – conheça todas as difusões da Interpol
Juan Silva/g1
VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
Adicionar aos favoritos o Link permanente.