A EZTec aprovou o cancelamento de 3.640.973 ações ordinárias que estavam em tesouraria. A decisão não altera o valor do capital social da companhia.
Além do cancelamento, a construtora aprovou um novo programa de recompra de ações de própria emissão. Pelo plano, a empresa poderá adquirir até 12.012.726 ações ordinárias.
O programa terá prazo de até 18 meses, com início em 11 de junho de 2026 e término previsto para 11 de dezembro de 2027.
As recompras serão realizadas a preços de mercado. Segundo a companhia, as ações adquiridas poderão ser mantidas em tesouraria para posterior cancelamento, venda ou outra destinação definida pela administração.
O movimento faz parte da gestão de capital da empresa e ocorre em um momento em que companhias listadas vêm recorrendo a programas de recompra como forma de ajustar estrutura acionária e sinalizar avaliação sobre o preço dos papéis no mercado.
Privatização da Copasa movimenta R$ 8,3 bilhões
A privatização da Copasa movimentou R$ 8,3 bilhões com a venda de ações no lote principal da oferta pública secundária.
Os papéis foram vendidos a R$ 49,03 por ação, valor acima do preço mínimo definido pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.
A operação envolveu ações detidas pelo governo de Minas Gerais e representa um passo central no processo de transferência do controle da companhia de saneamento para a iniciativa privada.
Antes da oferta, o governo mineiro já havia vendido uma fatia da companhia para a Equatorial, em uma operação de aproximadamente R$ 5,6 bilhões.
Considerando a venda para a Equatorial e a oferta pública de ações, a privatização da Copasa deve render cerca de R$ 13,9 bilhões ao governo de Minas Gerais.
Ao fim do processo, o Estado deve manter participação residual de cerca de 5% no capital da empresa, além de uma golden share, que garante poder de veto em decisões consideradas estratégicas.
A operação é acompanhada de perto pelo mercado por envolver uma das principais companhias estaduais de saneamento do país. O setor tem atraído grupos privados desde a aprovação do novo marco regulatório, em meio à busca por expansão de investimentos e universalização dos serviços.
Previ pede assembleia para trocar presidente do conselho da Vale
A Previ encaminhou à Vale um pedido de convocação de assembleia extraordinária de acionistas para votar a destituição de Daniel André Stieler da presidência do conselho de administração da mineradora.
O fundo de pensão também defende a indicação de Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira para ocupar o cargo. Oliveira é membro independente do conselho da Vale desde 2021.
Além disso, a Previ sugeriu a eleição de José Maurício Pereira Coelho como membro titular do conselho de administração, para completar o mandato em curso.
A Vale informou que seu conselho está avaliando as medidas necessárias para a convocação da assembleia, de acordo com a legislação, o estatuto social e as normas internas da companhia.
O pedido coloca a governança da mineradora novamente no centro das atenções. Mudanças no conselho da Vale costumam ser acompanhadas de perto por investidores, dada a relevância da companhia para a Bolsa brasileira e para o setor global de mineração.
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