“Nunca esteve tão perto”, diz Irã sobre acordo de paz com EUA

Irã e EUA: países podem assinar fim da guerraUnsplash/ Montagem iG

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abás Araqchi, afirmou nesta sexta-feira (12) que um acordo com os Estados Unidos para pôr fim à guerra no Oriente Médio “nunca esteve tão perto”.

Do Paquistão, na mesma linha das declarações de Aracqchi, o premiê Shehbaz Sharif disse que Estados Unidos e Irã já concordaram com texto final do acordo de paz, e que ele está trabalhando com os dois países para finalizar os próximos passos.

O governo paquistanês vem sendo o mediador nas tratativas entre os dois países.

Trump: previsão para o fim de semana

A possibilidade de acordo foi antecipada pelo presidente Donald Trump, nesta quinta-feira (11), após duas noites consecutivas de bombardeios dos Estados Unidos contra o Irã.

Após anunciar uma terceira noite de ataques e dizer que pretendia controlar o petróleo e o gás do Irã, Trump cancelou a ofensiva e afirmou que os negociadores chegaram a um consenso sobre “pontos finais” da proposta de paz.

Trump ainda cogitou a possibilidade de um acordo definitivo com Teerã ser assinado até domingo (14), na Europa, com a presença de seu vice, JD Vance.

Mas a agência estatal iraniana Fars desmentiu, logo em seguida, que o país não havia aprovado “nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos”.

Comportamento conflitante

Nesta sexta, horas antes do premier do Irã se manifestar dizendo que o acordo “nunca esteve tão perto”, Trump havia chamado o governo iraniano de “pessoas muito desonrosas para se negociar”.

Trump ainda desmentiu supostos termos do plano de paz divulgados pela mídia norte-americana.

Termos do acordo

Fontes do governo norte-americano declararam a agências internacionais que o acordo prevê que reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do programa nuclear iraniano. Além disso, o texto estaria prevendo que o Irã não receberá dinheiro de seus ativos congelados pelas sanções até que cumpra sua parte do acordo.

Já a imprensa estatal iraniana desmentiu os termos divulgados pelas fontes e afirmou que o país não abrirá mão do controle do Estreito de Ormuz e do direito de enriquecer urânio.

Além disso, a agência de notícias iraniana Mehr diz que o memorando de entendimento deve suspender as sanções dos EUA sobre o Irã, retirar as forças militares norte-americanas das proximidades do país e levantar o bloqueio naval a portos iranianos, com reabertura do Estreito de Ormuz.

Disse ainda que o documento determina a interrupção das hostilidades em todas as frentes da guerra, incluindo o Líbano.

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