Entenda o ‘selo de exclusividade’ conquistado pelo café do Circuito das Águas Paulista


Grãos de café em plantação
Adriano Machado/Reuters
O café produzido no Circuito das Águas Paulista recebeu o selo de Indicação Geográfica (IG). O reconhecimento foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e anunciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Na prática, a Indicação Geográfica funciona como um “certificado de exclusividade”. O selo garante que um produto tem características únicas e qualidade superior por causa da região onde é feito e do modo como é produzido.
☕ No caso do Circuito das Águas Paulista, a certificação está relacionada ao café produzido em nove municípios:
Águas de Lindóia
Amparo
Holambra
Jaguariúna
Lindóia
Monte Alegre do Sul
Pedreira
Serra Negra
Socorro
A entidade responsável pela Indicação Geográfica é a Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap).
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Tradição e altitude
🌱 Para conceder o título, o INPI levou em conta a geografia e a história local. O cultivo ocorre em áreas de altitude na Serra da Mantiqueira, o que influencia diretamente o sabor do grão.
Além disso, a região mantém a tradição cafeeira desde o final do século 19, impulsionada pela chegada de imigrantes italianos e portugueses.
O registro delimita a área exata de produção e define quem pode usar o nome do território. Com isso, o estado de São Paulo passa a ter 15 produtos com Indicação Geográfica. Desses, sete são da cadeia produtiva do café, segundo o Mapa.
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