
Foram iniciados os trabalhos de apuração para identificar as causas do acidente envolvendo dois helicópteros que levou a morte de seis pessoas, na manhã deste domingo (14). O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) comanda as investigações da tragédia que aconteceu no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Segundo informações das autoridades, as duas aeronaves se chocaram ainda em voo, antes de cairem no solo de um pátio de veículos. O impacto foi tão severo que espalhou pedaços da fuselagem – partes das aeronaves -, gerando incêndio de grande escala que acabou atingindo os carros elétricos que estavam guardados no interior de uma concessionária, localizada na Avenida das Américas (RJ).
As informações oficiais são de que cerca de 45 militares do Corpo de Bombeiros e mais 15 viaturas foram deslocados para atender a ocorrência. Até o momento o saldo é de que ao menos 20 carros foram atingidos pelas chamas ocasionado pelo impacto das aeronaves. O lastro do fogo nos veículos ocasionou explosões devido às baterias atingidas pelas chamas.

Os investigadores do Cenipa apontam inicialmente que as condições meteorológicas do local, bem como histórico de manutenção das aeronaves e a comunicação feita via rádio pelos pilotos no momento do choque aéreo, são alvos da análise dos peritos aeronáuticos.
O órgão informa que o tráfego de helicópteros particulares nesta região do acidente costuma ser intenso, dado os heliportos comerciais e residências de alto padrão. A via marginal da Avenida das Américas foi isolada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PC-RJ). Equipes do 31º Batalhão da Polícia Militar (PM) fazem a preservação dos destroços das aeronaves para a realização da perícia.
Tripulantes
Ao todo seis pessoas estavam a bordo das aeronaves. Todas foram vítimas fatais. Segundo o Cenipa, dos seis tripulantes, cinco estavam em um helicóptero (matrícula PP-MAC), modelo Bell 206B JetRanger decolou de Jacarepaguá com destino a Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, no litoral sul do RJ.
Já a outra aeronave era do modelo Eurocopter Esquilo AS350 B2 (matrícula PR-DJJ), partiu do Aeroporto Santos Dumont na capital do RJ com rota traçada para um helicentro em Guaratiba (RJ). Neste helicóptero estava somente o piloto que morreu no impacto.
Segundo informações preliminar das autoridades, os corpos das vítimas já estão no Instituto Médico Legal (IML) do Rio de Janeiro. Segundo o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, dentre as vítimas estão estrangeiros, sendo um deles o cantor norte-americano Oliver Tree.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou as identidades das demais pessoas que não sobreviveram ao acidente:
- Gaspar Prim Díaz (conhecido como “Gaspi”, produtor de conteúdo e YouTuber argentino)
- Lucas Vignale
- Lucas Brito Chaves
- Alexandre Souza (piloto de uma das aeronaves)
- Charles Marsillac (piloto da outra aeronave)
Atendimento à ocorrência
Dada a severidade do acidente, o órgão regional do Cenipa, o Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), deslocou de imediato investigadores para o local, a fim de realizar procedimento conhecido como “Ação Inicial” – fase preliminar de uma investigação de acidente aeronáutico.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também acompanha a ocorrência e está realizanodo apuração quanto às questões administrativas e operacionais das aeronaves e dos pilotos do acidente. A agência se manifestou oficialmente e declarou que “lamentou o ocorrido e informou que apura a situação das aeronaves e pilotos envolvidos na tragédia”.
A Anac ressaltou ainda que de acordo com as informações preliminares indicam que os registros técnicos dos aparelhos junto ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) estão regulares. O órgão concluiu afirmando que “as investigações sobre as causas, por sua vez, serão conduzidas pelo Cenipa”.
