Netanyahu diz que acordo entre Irã e EUA não vai impedir que Israel se proteja das ameaças do Hezbollah


Depois do anúncio do acordo de paz entre Irã e EUA, primeiro-ministro de Israel diz que a luta não acabou
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que o acordo entre Irã e Estados Unidos não vai impedir que Israel se proteja das ameaças do Hezbollah.
O vice-presidente J.D. Vance disse que o texto completo será divulgado esta semana. Pelo que já se sabe, o Irã se comprometeu a manter o Estreito de Ormuz aberto e a não desenvolver armas nucleares. Mas, tanto nos bastidores quanto diante das câmeras, há contradições sobre os termos do acordo. O primeiro-ministro de Israel disse nesta segunda-feira (15) que a luta não acabou.
“Temos que continuar de guarda para nos defender como for necessário”, afirmou Benjamin Netanyahu.
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O premiê disse que vai manter militares dentro do Líbano para proteger Israel do Hezbollah, o grupo extremista apoiado pelo Irã. Netanyahu disse ainda que o acordo com o Irã é de Donald Trump e que ele nem sempre concorda com o presidente americano.
Netanyahu diz que acordo entre Irã e EUA não vai impedir que Israel se proteja das ameaças do Hezbollah
Jornal Nacional/ Reprodução
O Irã afirmou que o cessar-fogo de 60 dias inclui uma trégua na ofensiva israelense no Líbano. Mas um alto funcionário da Casa Branca afirmou que, se o Irã não controlar o Hezbollah, Israel terá o direito de se defender. Nesta segunda-feira (15), os dois lados do conflito no Líbano voltaram a trocar ataques.
Já o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o texto negociado com os americanos é uma etapa importante, mas ainda não é o acordo final. Durante os próximos dois meses, diplomatas americanos e iranianos vão discutir o futuro do programa nuclear do Irã. Ainda não está claro que mecanismos vão fiscalizar o Irã para impedir o país de fabricar armas nucleares. O governo americano disse que fará gestos de boa vontade, como liberar fundos iranianos congelados no exterior e suspender sanções.
Na sexta-feira (19), haverá uma cerimônia oficial de assinatura do acordo na Suíça. Trump não confirmou se vai participar. Por enquanto, será representado pelo vice, J.D. Vance.
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