Empresário condenado por aplicar golpe de R$ 20 milhões em agricultores no Paraná vai para prisão domiciliar, decide Justiça


Cerealista condenado por golpe de R$ 20 milhões recebe prisão domiciliar no Oeste
O empresário Celso Antônio Fruet, de 72 anos, condenado por aplicar um golpe milionário contra agricultores em Campo Bonito, no Oeste do Paraná, deixou a prisão no último sábado (13) após decisão da Justiça que concedeu a ele o direito de cumprir a pena em prisão domiciliar.
Fruet foi condenado a mais de 16 anos de prisão por 124 crimes de estelionato que causaram prejuízo estimado em mais de R$ 20 milhões a produtores rurais da região.
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A decisão do Tribunal de Justiça levou em consideração a idade avançada do empresário, problemas de saúde e o fato de os crimes não terem sido praticados com violência ou grave ameaça. Com isso, ele passou a cumprir a pena em regime domiciliar integral, com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Celso Fruet ostentava carros de luxo nas redes sociais
Reprodução/ Rede Sociais
Fruet estava preso desde novembro de 2025, quando foi localizado pela Polícia Civil em Francisco Beltrão após permanecer cerca de quatro meses foragido.
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Segundo o Ministério Público, o empresário recebeu e armazenou cargas de soja, milho e trigo de mais de 100 agricultores, mas não repassou os valores aos produtores após a venda dos grãos.
As investigações apontam que, mesmo após vender a cerealista para uma cooperativa da região, em junho do ano passado, Fruet continuou negociando com agricultores sem informar sobre a venda. Ele seguia recebendo a produção, mas não realizava os pagamentos.
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Como funcionava o golpe
A cerealista de Fruet recolhia grãos de agricultores locais havia cerca de 30 anos. Segundo a investigação, ele atraía produtores oferecendo valores acima do mercado.
“Se a saca custava R$ 100, ele pagava R$ 104 ou R$ 105”, explicou a delegada Raiza Bedim, responsável pela investigação.
No fim de julho de 2025, o empresário sumiu após esvaziar os silos da empresa. Quando agricultores chegaram ao local, encontraram o prédio sem grãos, sem computadores e sem funcionários. A equipe foi informada de que a cerealista havia sido vendida e que Fruet havia deixado a cidade.
A polícia afirma que ele tinha sido investigado anteriormente por estelionato em Capanema e Virmond, com o mesmo modo de atuação.
Cerealista é investigada por aplicar golpe em agricultores
RPC
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Fruet apresentava uma vida de luxos
Reprodução/ Rede Sociais
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