Menina de 11 anos está na UTI após picada de escorpião no DF

EscorpiãoFoto: Rafael Minguet Delgado/ Pexels

Uma menina de 11 anos está internada em estado grave em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) após ter sido picada por um escorpião dentro da própria casa. O caso aconteceu em Riacho Fundo I, na Região Administrativa (RA) do Distrito Federal, na última sexta-feira (12).

De acordo com a família, a menina foi picada enquanto calçava o tênis. Por conta da intensidade da dor, ela ainda demorou para conseguir tirar o sapato e acabou sendo picada mais duas vezes.

Em entrevista ao g1, a irmã da menina contou que, após a picada, a mãe buscou ajuda e levou a filha à base do Corpo de Bombeiros no Núcleo Bandeirante, outra RA do DF.

Os bombeiros não realizaram atendimento à criança e a família seguiu com a menina para o Hospital Regional do Guará.

Por volta das 13h, ela chegou ao local e recebeu seis ampolas do soro antiescorpiônico, conforme informou o g1.

A menina estava estável e acordada, porém os médicos recomendaram a internação em uma UTI para monitoramento. Como não havia leitos disponíveis, a família optou por levar a criança para o hospital particular Santa Lúcia.

Mas a transferência demorou para ocorrer e foi realizada cerca de oito horas depois. A família informou ainda ao g1, que a menina chegou a ser colocada em uma ambulância, mas foi retirada a pedido de um médico, para dar prioridade a outra criança.

A criança chegou ao novo hospital às 21h. Neste momento, o quadro piorou. A menina teve três paradas cardíacas e foi reanimada. Ela permanece na UTI desde então.

O iG procurou a Secretaria de Saúde do DF para mais detalhes, mas, até a publicação desta reportagem, não obteve retorno.

A reportagem também tenta contato com o hospital particular Santa Lúcia, onde a menina está internada. O espaço segue aberto.

Aumento de casos

De acordo com a reportagem do g1, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que foram registrados 1.974 acidentes envolvendo escorpiões em 2026.

Desse número, 32 dos casos são de classificação grave.

No mesmo período, em 2025, foram notificados 1.855 casos, o que representa um aumento de 6,4% no número de casos neste ano.

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