
Um jovem de 22 anos morreu após lutar por cerca de dez meses pela vida, após ingerir uma bebida contaminada por metanol. Ele foi sepultado na última segunda-feira (15), em São Paulo.
A morte foi confirmada pela família em um perfil nas redes sociais que mostrava a luta do rapaz.
O jovem é Guilherme Torres da Silva. Ele deu entrada no Hospital Municipal M’Boi Mirim, Jardim Ângela, na Zona Sul da capital paulista, em agosto de 2025.
Segundo as postagens nas redes sociais, ele havia ingerido bebida adulterada com alta dosagem de metanol.
Ele passou mal apenas no outro dia, achando que era uma ressaca, porém precisou ser levado ao hospital. Guilherme teve diversas paradas cardíacas, ficou entubado e respirando por aparelhos.
A bebida havia sido comprada em uma adega ao lado da casa do jovem.
Guilherme passou cerca de 10 meses lutando contra as sequelas causadas pelo metanol. Ele ficou paralisado e passou a utilizar cadeira de rodas. A luta era compartilhada no perfil, veja:
Após a morte, a família de Guilherme publicou uma nota nas redes sociais.
“Voe em direção ao paraíso meu anjo, liberte-se! Seu sofrimento acabou, você foi forte demais, seu legado continua sua história jamais vai ser apagada descanse em paz.”
Em outras postagens, a família também agradeceu o apoio recebido.
Surto de Metanol
O surto incomum de intoxicações por metanol no Estado de São Paulo é associado ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas.
Diferentemente de episódios anteriores, geralmente restritos a grupos em situação de vulnerabilidade social, os casos envolveram bares, adegas e consumidores de diferentes perfis, levando autoridades sanitárias a classificarem o cenário como “anormal”.
Embora seja quimicamente muito parecido com o etanol — o álcool presente nas bebidas —, a degradação no corpo humano provocada pelo metanol é muito diferente, podendo ser fatal em pouco tempo, após sua ingestão.
Especialistas ouvidos pelo iG explicaram a dinâmica da intoxicação por metanol e por que o atendimento médico rápido pode salvar a vida de quem ingere a substância tóxica.
