
A Prefeitura de Limeira, no interior de São Paulo, iniciou, às 6h30 desta quarta-feira (17), uma nova intervenção na região da Ponte do Esqueleto para ampliar a segurança no local. A ação ocorre em apoio ao Governo Federal, que reconheceu ser o responsável pela área e solicitou suporte operacional do município para reforçar a proteção da estrutura.
Prefeitura de Limeira fecha acessos irregulares na Ponte do Esqueleto após morte de jovem durante salto de rope jump. A medida busca reforçar a segurança e impedir a entrada de pessoas na estrutura. pic.twitter.com/IcB9in4F2X
— iG (@iG) June 17, 2026
Os trabalhos incluem o fechamento de acessos irregulares e complementam medidas emergenciais já executadas anteriormente. O objetivo é dificultar a entrada de pessoas na ponte, que voltou ao centro das atenções após a morte da personal trainer Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump realizado no último sábado (13).
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Apoio à União
Segundo a administração municipal, uma intervenção mais ampla não havia sido realizada antes devido a limitações operacionais enfrentadas pelo Governo Federal. Diante desse cenário, a Prefeitura foi acionada para colaborar na execução dos serviços emergenciais até que sejam adotadas soluções definitivas para a área.
A Ponte do Esqueleto fica em um trecho ferroviário inacabado entre Limeira e Cordeirópolis e, nos últimos anos, se tornou ponto frequente de visitação e prática de esportes radicais, apesar das restrições existentes.
Obras permanentes seguem sob responsabilidade federal
Embora esteja atuando no reforço dos bloqueios, a Prefeitura destacou que as intervenções estruturais permanentes continuam sendo responsabilidade do Governo Federal. Entre as medidas previstas estão a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas já abertas para impedir o acesso de veículos e outras ações de fechamento definitivo da área.
Mais cedo, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) informou que estuda alternativas para o futuro da estrutura, incluindo a possibilidade de demolição. Enquanto uma decisão definitiva não é tomada, a prioridade das autoridades é evitar novas ocorrências no local.
A discussão ganhou força após o acidente que matou Maria Eduarda. De acordo com a investigação da Polícia Civil, a jovem foi lançada durante a atividade sem estar conectada às cordas de segurança. O caso segue sob apuração e levou autoridades municipais, estaduais e federais a intensificarem as medidas de controle na região.
Área acumula histórico de acidentes
A Ponte do Esqueleto já registrou outros acidentes nos últimos anos, o que vinha motivando cobranças por providências mais rígidas. Com a nova intervenção desta quarta-feira, a expectativa é reduzir o acesso irregular à estrutura até que o Governo Federal defina uma solução permanente para o local.
