Passageira de avião esvaziado antes da decolagem para inspeção da Polícia Federal relata apreensão: ‘Todo mundo inquieto’


Moradora de Sorocaba (SP) estava em avião esvaziado antes da decolagem para inspeção
Arquivo pessoal
A engenheira e analista Camila Makiko Iwamura, de 31 anos, relatou momentos de apreensão durante um voo da Azul que saiu de Brasília (DF) com destino a Campinas (SP), na madrugada de terça (16) para quarta-feira (17). O avião precisou ser esvaziado antes da decolagem e passou por uma inspeção da Polícia Federal devido a um “alerta preventivo de segurança”. Veja abaixo o que dizem os envolvidos.
Ao g1, a moradora de Sorocaba (SP) contou que está de férias e viajou à capital federal a lazer, com o namorado e mais dois amigos, no dia 10 de junho. O voo de retorno ao interior de São Paulo estava previsto para 20h05 de terça-feira, mas o avião só decolou de madrugada, após mais de cinco horas de atraso.
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O embarque teve início às 19h30, conforme o previsto, mas a demora na decolagem do voo AD4525 preocupou os passageiros.
“Já estava todo mundo no avião pronto para decolar e, então, foi atrasando. Conforme o tempo ia passando, percebemos dois policiais federais ao lado do avião conversando com o pessoal da Azul. Ficamos até umas 21h e pouco no avião. Ninguém informou o que estava acontecendo”, explica Camila.
Foi então que a equipe da companhia aérea pediu para que os passageiros descessem da aeronave pela porta traseira para um procedimento de segurança e fossem até dois ônibus que estavam estacionados no local.
“Os ônibus nos levaram para um setor de revista por raio-x e das malas e bolsas de mão. Algumas pessoas passaram por revista mais específica, abrindo malas, por exemplo. Depois disso, nos pediram para retornar aos ônibus, nos quais ficamos por uns 20 ou 30 minutos. Vimos movimentações do lado de fora dos ônibus.”
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Passageiros tiveram que sair do avião e retornar ao aeroporto para procedimento de segurança
Arquivo pessoal
Por fim, um funcionário da empresa disse que o grupo precisaria retornar ao aeroporto, onde teria direito a uma refeição em um dos restaurantes do setor de embarque. Pouco antes de 1h de quarta-feira, os passageiros foram levados de volta para o avião, com outra tripulação. A aeronave pousou em Campinas às 2h40.
“Ficamos muito preocupados, porque aquilo nunca aconteceu conosco. Quando o avião atrasa, todo mundo começa a ficar meio inquieto, irritado, sem entender o que está acontecendo. Só que, a partir do momento em que eles pediram para a gente descer do avião para revistar de novo, todo mundo pensou: ou tem alguma coisa de tráfico aqui ou é alguma coisa perigosa, pior. Então, a galera começou a ficar preocupada, todo mundo inquieto.”
“Realmente eles não estavam dando informações do que aconteceu exatamente. Talvez eles também não pudessem falar. Então, todo mundo ficou meio apreensivo tentando entender o que estava acontecendo”, continua.
Após horas de atraso, avião decolou de Brasília (DF) com destino a Campinas (SP)
Arquivo pessoal
Ameaça de bomba?
Enquanto esperava para embarcar novamente no avião, Camila questionou uma funcionária da Azul sobre o ocorrido: “Ela disse que parecia ter sido algum alarme falso que a Polícia Federal recebeu, mas não deu detalhes”, relata.
Entre os passageiros, surgiu um boato de que havia uma ameaça de bomba no avião, mas a informação não foi confirmada oficialmente pelas autoridades.
“Meu amigo ouviu um moço que estava sentado ao nosso lado falando que ele que tinha encontrado uma maleta no banheiro na hora da decolagem e que acionou o time da tripulação e, aí, a Federal apareceu. Eu não ouvi, então não consigo afirmar nada”, comenta a passageira.
Imagem ilustrativa de avião da Azul
Jorge Júnior/Rede Amazônica
O que dizem os envolvidos
Em nota, a Azul disse que foi adotado o devido protocolo para a situação, com acionamento dos órgãos de segurança para inspeção da aeronave e das bagagens.
“Os clientes e as bagagens foram desembarcados e, após verificação pelas autoridades, a aeronave foi liberada e decolou com destino a Campinas. A Azul ofereceu a devida assistência aos clientes impactados e lamenta eventuais transtornos, ressaltando que medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações, valor primordial para a companhia”, diz o comunicado.
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A Inframerica, concessionária que administra o terminal, confirmou que a Polícia Federal realizou procedimentos de verificação e inspeção na aeronave, seguindo protocolos operacionais de segurança aeroportuária.
“O plano de contingência da concessionária foi acionado, conforme prevê a regulação. A ação foi coordenada com os órgãos competentes e com a administração aeroportuária, sem registro de intercorrências ou impactos à operação e as atividades do aeroporto. A aeronave foi liberada para seguir viagem”, reforçou.
O g1 também entrou em contato com a Polícia Federal e aguarda resposta.
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