Após acidentes, movimento pede segurança e respeito a ciclistas no trânsito em Goiás


Projeto pede segurança para ciclistas em Goiás
Reprodução/TrizSports
O projeto “ConViva” foi idealizado para pedir segurança e respeito aos ciclistas, que enfrentam insegurança diária no trânsito de Goiás. Nesta terça-feira (14), na Rotatória Jardins Verona, em Goiânia, acontece o 1º “Encontro ConViva de Ciclistas”, às 7h.
Em entrevista ao g1, o fisioterapeuta e professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Thiago Vilela, de 45 anos, que está à frente da mobilização, contou que a iniciativa é uma resposta direta a uma série de acidentes graves que ocorreram recentemente.
“A situação se tornou assustadora no último mês, com três episódios de acidentes. Recentemente, um ciclista sofreu fratura da primeira vértebra em um acidente, outro foi atropelado por um motorista bêbado, estando em estado gravíssimo com traumatismo craniano, e houve um terceiro atropelamento logo em seguida”, afirmou.
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O Art. 201 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê uma infração média para o motorista que “deixar de guardar a distância lateral de um metro e cinquenta centímetros ao passar ou ultrapassar uma bicicleta”. Mesmo com a legislação e sinalização, o professor, que é ciclista há cerca de 20 anos, pontuou que a frequência de acidentes tem gerado medo na comunidade.
“A gente sai para pedalar com medo, a sempre olhando, tentando tomar o máximo de atenção possível, porque está sendo uma convivência muito perigosa andar de bicicleta hoje entre os motoristas”, relatou.
No geral, de acordo com o levantamento realizado pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO), foram registrados 100.977 acidentes de trânsito em Goiás, em 2024, com 1.021 mortes.
Mobilização
Thiago contou que o nome “ConViva” foi adotado de uma iniciativa que ele havia criado há seis anos e será institucionalizado como um projeto de extensão da UEG. O nome reflete a necessidade de “conviver pacificamente na mesma via,” já que ciclistas e motoristas a compartilham diariamente.
O professor ressaltou que a mobilização ganhou uma dimensão inesperada. “Apenas quatro dias após o último acidente grave, um grupo de WhatsApp criado para o movimento já contava com mais de 400 pessoas”, disse. O projeto descentralizou de Goiânia, e já conta com apoio de mais de 5 capitais, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Cuiabá, que irão realizar o mesmo movimento.
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A causa chegou ao conhecimento de autoridades como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), e do prefeito Sandro Mabel (UB). Na terça-feira, Thiago mencionou que é esperada a presença de representantes da e do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO).
Resultados esperados
De acordo com o fisioterapeuta, o principal resultado imediato esperado é a “educação e conscientização da população”.
“Eles [motoristas] entenderem que às vezes aquele ciclista tá ali, é um profissional, tá treinando, ou é uma pessoa que tá pedalada por saúde, ou ela tá fazendo um deslocamento do trabalho para casa”, pontuou Thiago.
Segundo ele, outro ponto que precisa ser imediato é a sinalização nas vias. A longo prazo, o projeto almeja melhorar as ciclovias e os espaços destinados a ciclistas.
Chamada para ação
Encontro do projeto “ConViva”, em Goiânia
Arquivo pessoal/Thiago Vilela
Durante o evento serão realizadas atividades específicas para mobilizar a população. O professor destacou que uma delas é um “adesivaço” para colocar nos carros um adesivo que sinaliza a distância de segurança de 1,5 m que o motorista deve manter do ciclista.
Também haverá uma demonstração para simular o perigo. A organização irá colocar uma bicicleta parada e um carro irá passar muito próximo, simulando o quão assustador é para o ciclista. O ciclista revelou que a intenção é fazer a simulação com representantes públicos.
“Nós vamos colocar ele sentado e passar com o carro bem pertinho para simular o perigo que é, de você estar passando um cargo muito próximo de um ciclista”, ressaltou o organizador.
De acordo com Thiago, as pessoas que desejam apoiar o movimento podem começar divulgando o projeto, seguindo nas redes sociais, e ajudando na distribuição de adesivos.
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