
A cidade de Medellín, na Colômbia, diminuiu suas temperaturas em 2°C plantando milhões de árvores e outras plantas nas ruas, avenidas, parques e margens de rios pela cidade. Em alguns pontos, a redução chegou até a 3°C.
O projeto, chamado de Corredores Verdes, começou em 2016 pela prefeitura em parceria com organizações locais e a comunidade, para combater o aumento das ilhas de calor e da poluição do ar.
No total, foram plantadas aproximadamente 880 mil árvores e 2,5 milhões de plantas menores por toda a cidade.
Os corredores juntam as áreas naturais que já existiam e eram isoladas umas das outras, criando uma rede contínua de vegetação pela cidade. Ao todo, foram instalados mais de 30 corredores, sendo 18 em ruas e avenidas e 12 ao longo dos rios.

O projeto inclui o plantio de árvores, arbustos e vegetação rasteira, além da instalação de jardins verticais e intervenções em telhados e margens de rios.
Parte dessas áreas que antes eram cobertas por concreto e asfalto foi trocada por solo permeável e vegetação, para que pudesse absorver a água da chuva e diminuir o acúmulo do calor. As sombras das árvores também ajudam no controle da temperatura.
Os Corredores Verdes também contribuem com a absorção de poeira e outros poluentes do ar, no isolamento sonoro e na captura de gás carbônico e outras partículas suspensas, ajudando ainda na qualidade do ar.
O projeto ainda é o responsável pelo aumento da presença de animais da fauna local na cidade e mais espaços de convivência e lazer para os colombianos.
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Cidade sofre com ilhas de Calor
A cidade fica a cerca de 1.495 metros de altitude, tem população estimada em mais de 2,7 milhões de habitantes, com clima úmido e temperaturas entre 22,1°C e 24°C ao longo de todo o ano.
Medellín fica no Vale do Aburrá e é cercada por montanhas com formato alongado, o que afeta a circulação do ar e colabora para a formação de ilhas de calor urbano. Além do fenômeno, a cidade sofre com o aumento da poluição atmosférica, com registros acima dos limites recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Um estudo ainda mostra que a região metropolitana do Vale do Aburrá registrou um aumento médio de temperatura superior a 2°C por década de 1940 a 2012, o que estaria ligado ao crescimento urbano.
Iniciativa reconhecida fora do país
O projeto é reconhecido internacionalmente pelo Ashden Awards 2019 na categoria “Resfriamento pela Natureza”, durante a Semana de Ação Climática de Londres, que aconteceu no Reino Unido. A categoria valoriza iniciativas que usam a vegetação para reduzir o calor das cidades.
Além disso, o projeto também ganhou o prêmio C40 Bloomberg Philanthropies na categoria “O futuro resiliente que queremos”.
Representantes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente também classificam a ideia como um exemplo de planejamento urbano.
