Mulher que vivia no aeroporto de Belém consegue deixar o Brasil

Imigrante de Serra Leoa, Fatmata Sessay, vivia há seis meses no Aeroporto Internacional de BelémReprodução/Redes sociais e MPF

Uma mulher natural de Serra Leoa que vivia há seis meses no Aeroporto Internacional de Belém recebeu auxílio do Ministério Público Federal (MPF) para deixar o Brasil. A medida foi determinada pela Justiça Federal, que acatou um pedido urgente do órgão e estabeleceu prazo de 48 horas para a resolução do caso.

Desde janeiro deste ano, Fatmata Sessay, de 56 anos, permanecia nas dependências do aeroporto, sobrevivendo com a ajuda de funcionários e passageiros que circulavam pelo local.

Embora já tivesse sido adquirida uma passagem aérea para o Panamá, com embarque previsto para 22 de junho, o MPF alertou à Justiça que a imigrante não possuía os vistos necessários para ingressar no país de destino nem para realizar a conexão na Colômbiam país do qual ela já havia sido deportada anteriormente.

Diante do risco de sofrer novas restrições de liberdade, deportações ou o agravamento de sua situação de vulnerabilidade, o Ministério Público providenciou a regularização da documentação necessária para a viagem.

Segundo a juíza federal Maria Carolina Valente do Carmo, apesar de a obtenção de vistos ser, em regra, responsabilidade do viajante, a assistência consular não pode ser negada pelos entes públicos em situações como essa.

O pedido em favor da cidadã de Serra Leoa foi apresentado no âmbito de uma ação civil pública movida pelo MPF contra a União, o Estado do Pará e o município de Belém.

A ação tem como objetivo exigir dos entes públicos a implementação de políticas permanentes de acolhimento e proteção para migrantes, solicitantes de refúgio, refugiados e apátridas, buscando evitar que situações semelhantes se repitam.

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