Ruínas revelam enorme spa da Roma antiga

Escavações foram feitas na cidade de Nijmegen e revelaram grandes balneário romanoReprodução/Universidade Radboud

Escavações feitas na cidade de Nijmegen, na Holanda, revelaram uma grande ruína de um antigo spa da Roma antiga, considerado o maior já encontrado no país. 

O complexo de termas ocupava pelo menos 4.900 metros quadrados, mais que o dobro de outras áreas de banho romanas já conhecidas na Holanda, como as de Forum Hadriani, hoje Voorburg, e Coriovallum, atual Heerlen, que tinham cerca de 2.200 e 2.500 metros quadrados, respectivamente.

Segundo o pesquisador Stephan Mols, da Radboud University, apenas as partes mais baixas das construções, como as fundações e os pisos, foram encontradas. Isso permite calcular o tamanho original do complexo e entender seu tamanho real. 

As antigas termas romanas encontradas na cidade de Nijmegan, na Holanda, mediam 4.900 metros quadradosReprodução/Prefeitura de Nijmegan

Além do banho público, ainda foram encontrados restos de bairros residenciais, ruas, casas que eram consideradas luxuosas na época, uma torre e objetos do dia a dia ligados à cidade antiga chamada Ulpia Noviomagus.

Entre os objetos estão anéis de sinete, colares com fecho de ouro, moedas do imperador Póstumo (260–269 depois de Cristo), pedaços de estátuas de bronze e várias agulhas de osso usadas em penteados, algumas com figuras de gatos esculpidas, além de um busto de bronze de Baco, deus romano do vinho.

Para Mols, todos esses achados mostram que a cidade não era só uma área separada ou pouco importante dentro do Império Romano. Ele afirma que as construções eram bem maiores e mais impressionantes do que se imaginava, indicando um centro urbano com sinais de ocupação até o século três depois de Cristo.

Objetos de uso diário foram encontrados no local, incluindo um busto de bronze de Baco, deus romano do vinhoReprodução/Prefeitura de Nijmegan

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Tecnologias avançadas para a época

Parte do spa já havia sido identificada em 1992, mas apenas um pedaço menor. Agora, as novas escavações mostram que Ulpia Noviomagus, às margens do rio Waal, pode ter sido elevada ao status de cidade por volta do ano 100 depois de Cristo, durante o governo do imperador Trajano.

Entre as estruturas da cidade antiga estão construções feitas com materiais como mármore, calcário e arenito.

Na Idade Média, o local foi usado como pedreira, o que destruiu parte das paredes, mas acabou preservando trechos de canais de água e pisos antigos.

Um dos destaques é um sistema de aquecimento usado nas termas, chamado hipocausto. Ele funcionava com o piso elevado por pequenas colunas de tijolos, permitindo que o ar quente passasse por baixo e aquecesse o ambiente.

Pesquisador analisa busto de bronze de Baco, deus romano do vinhoReprodução/Prefeitura de Nijmegan

Também foi achado um tipo de concreto romano que tinha a capacidade de se reparar sozinho quando surgiam pequenas rachaduras. Essa tecnologia antiga ainda é estudada por pesquisadores atualmente.

O trabalho de escavação começou em setembro de 2025, feito por arqueólogos das empresas RAAP e BAAC, em parceria com o Museu Valkhof, e segue até julho deste ano em uma área que será usada para a construção de um novo conjunto residencial, que preservará parte das construções romanas, com áreas de visitação.

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