Famílias de comunidades tradicionais no AC podem receber até R$ 8 mil para manter floresta em pé; Saiba mais


Famílias tradicionais do AC podem receber para manter floresta em pé
Famílias de povos e comunidades tradicionais que vivem em áreas de floresta pública federal em Feijó e Santa Rosa do Purus, no interior do Acre, podem receber até R$ 8 mil por meio do Projeto Floresta+ Amazônia.
As inscrições para a chamada pública nº 01/2026 começam na próxima terça-feira (30) e seguem até 31 de dezembro. A participação é gratuita e a inscrição poderá ser feita pela internet ou durante mutirões presenciais organizados nas comunidades atendidas.
✅ Participe do canal do g1 AC no WhatsApp
Além disso, o processo inclui a manifestação de interesse, o preenchimento de cadastro com dados pessoais e bancários, a análise técnica e a comunicação do resultado aos participantes.
O edital prevê pagamentos para famílias que ajudam a conservar a floresta, manter a vegetação nativa, prevenir o desmatamento e preservar práticas tradicionais de uso dos territórios.
No Acre, a chamada pública contempla áreas localizadas na Gleba Chandless, Boa Vista e Seringal Porto Mamuriá, emFeijó e Santa Rosa do Purus.
As comunidades previstas no edital são:
Cruzeiro;
Furo Santa Helena Velha;
Balbino;
Extrema/Mauê.
Essas áreas fazem parte de florestas públicas federais ainda sem destinação definitiva e que passam por processo de regularização dentro do Programa Territórios da Floresta.
O projeto trabalha com o chamado Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), mecanismo criado para remunerar pessoas e comunidades que contribuem para a preservação ambiental.
LEIA MAIS:
Projeto desidrata frutas amazônicas e gera renda para famílias no AC: ‘Sustentável e regenerativo’
Com investimento de R$ 10 milhões, cinco cidades do AC recebem recursos para combate ao desmatamento
Acre registra quatro focos de queimadas no 1º trimestre de 2026, aponta Inpe
Na prática, famílias consideradas elegíveis poderão receber R$ 4 mil no primeiro ano e outros R$ 4 mil no segundo ano, chegando a R$ 8 mil no total.
O pagamento será feito diretamente ao responsável pela família por transferência bancária. O edital informa ainda que a conta deve estar no nome do beneficiário.
A preferência é por contas da Caixa Econômica Federal, mas também podem ser usadas contas em outras instituições por meio de PIX vinculado ao CPF.
Apesar do valor previsto, o edital esclarece que receber o primeiro pagamento não garante automaticamente o segundo. A continuidade depende do cumprimento das regras e do monitoramento anual feito pelo projeto.
Famílias de comunidades tradicionais no Acre podem receber até R$ 8 mil para manter floresta em pé
Marcos Vicentti/Secom-AC
🌳🏠Quem pode participar?
O público-alvo são famílias de povos e comunidades tradicionais que vivem nos territórios contemplados e tenham ocupação reconhecida nas áreas.
Além disso, para participar, a família precisa cumprir uma série de critérios, entre eles:
fazer uso tradicional do território;
estar cadastrada nos levantamentos feitos para a área;
constar no Cadastro Ambiental Rural específico para povos e comunidades tradicionais (CAR PCT);
não ter embargo ambiental ou infrações ambientais ligadas ao CPF do responsável;
aderir voluntariamente ao programa.
💸 O que as famílias precisam fazer para continuar recebendo?
O edital estabelece que os pagamentos são uma forma de reconhecimento pelos serviços ambientais prestados pelas comunidades.
Entre as ações consideradas pelo projeto estão:
manter a floresta preservada;
evitar novos desmatamentos;
concentrar atividades produtivas em áreas já abertas;
prevenir incêndios florestais;
manter práticas tradicionais de uso e gestão dos territórios;
ajudar na vigilância comunitária.
O acompanhamento será feito todos os anos por meio de sistemas de monitoramento ambiental e, em alguns casos, com visitas presenciais.
Uma das regras previstas é que territórios com desmatamento acima de 6,25 hectares podem perder o direito ao segundo pagamento.
Também há possibilidade de suspensão ou cancelamento em casos como informações falsas, irregularidades ambientais ou descumprimento das obrigações previstas no edital.
VÍDEOS: g1
Adicionar aos favoritos o Link permanente.