
Presa foi levada à Delegacia de Polícia de Sorriso
Polícia Civil de Mato Grosso
A mulher que denunciou ter sido vítima de estupro pelo investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, dentro da Delegacia de Polícia Civil de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, foi presa nesta segunda-feira (22) após o cumprimento de um mandado de prisão expedido pela Justiça. A detenção ocorreu no Hospital Regional do município, onde ela aguardava atendimento médico.
Segundo a Polícia Militar, os agentes estavam na unidade de saúde para atender outra ocorrência quando foram informados sobre a existência de um mandado de prisão em aberto contra a mulher. Após a conferência dos documentos e a confirmação da ordem judicial, ela foi presa.
Ainda de acordo com os policiais, o mandado está relacionado a investigações por crimes de cárcere privado, tortura e sequestro. A suspeita estava acompanhada da mãe e de um advogado no momento da abordagem.
Após a prisão, ela foi encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Sorriso, onde passou pelos procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça. O investigador acusado à época segue preso preventivamente.
Denúncia de estupro
Delegada explica sobre a denúncia de estupro contra delegado de Sorriso (MT)
Em dezembro do ano passado, a mulher tinha sido presa após ser apontada por participação em um homicídio, no entanto, foi solta dois depois por falta de provas. Conforme a defesa, a vítima foi violentada quatro vezes, entre as 18h do dia 9 de dezembro até o amanhecer do dia seguinte. Após ser solta, relatou o caso ao advogado e, em seguida, procurou o Ministério Público para formalizar a denúncia.
Ainda de acordo com a declaração da defesa, o investigador retirava a mulher da cela e a levava para uma sala vazia. Nas quatro ocasiões, segundo o advogado, o abusador ordenou que a vítima ficasse em silêncio, sob a ameaça de matar a filha dela, que é menor de idade.
A delegada responsável pelo caso, Layssa Crisóstomo, informou que, após a denúncia, a vítima passou por exame pericial com coleta de material genético, que foi confrontado com o de todos os policiais que estavam de plantão no dia do crime. Os exames apontaram compatibilidade do material genético com o de Manoel, reforçando a suspeita de violência sexual.
Em fevereiro deste ano, o laudo da Politec apontou ‘conjunção carnal’ entre a vítima e o servidor e, apesar da perícia não citar estupro, o investigador foi indiciado pelo crime, após a conclusão da investigação feita pela própria Polícia Civil.
Um mês após a denúncia, o delegado chefe Bruno França foi exonerado do cargo de chefia, permanecendo apenas como delegado. O cargo de chefia passou a ser ocupado pela delegada Layssa Crisostómo.
As investigações sobre a denúncia de estupro e os crimes atribuídos à mulher tramitam separadamente. Até o momento, não há indicação de relação entre os dois casos.
O investigador da polícia suspeito de estuprar uma mulher dentro de uma delegacia, em Sorriso (MT), foi identificado como Manoel Batista da Silva, de 52 anos
Reprodução
Tudo que se sabe sobre o caso:
O investigador foi preso no início de fevereiro
Vítima foi solta da delegacia após investigação apontar que ela foi presa por engano
Como denúncia resultou na prisão do investigador
Saiba quem é o suspeito e confira o perfil dele
Indiciamento pelos crimes de estupro e abuso de poder
