
Polícia mira descontos irregulares em contas do BRB
Três das sete pessoas presas por suspeita de descontos irregulares em contas de aposentados no Banco de Brasília (BRB) também foram investigadas no caso da fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — esquema revelado em abril do ano passado.
🔎 A Operação Sem Desconto, deflagrada em abril de 2025, investigou um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, entre 2019 a 2024. Os desvios, conforme as apurações, podem chegar a R$ 6,3 bilhões.
As prisões ocorreram na manhã desta terça-feira (23). De acordo com as investigações, os suspeitos usavam transcrições falsas de telefonemas com os correntistas para aprovarem os descontos de associações ligadas ao esquema criminoso. O prejuízo é estimado em R$ 5 milhões (veja detalhes mais abaixo).
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Henry Galdino, todos os sete presos são pessoas vinculadas a essas associações investigadas.
As entidades investigadas são:
CASSISP;
SBSP;
ASPJUB;
CASSISPUB;
MÃO AMIGA;
COBJUD.
A reportagem tenta localizar a defesa das associações.
Três servidores do BRB foram alvo de busca e apreensão. Os investigadores apontam que ainda não é possível afirmar que os servidores atuaram ativamente nas fraudes. Mesmo assim, a Polícia Civil pediu para o banco o afastamento deles das atividades financeiras, o que foi aceito pelo BRB.
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Esquema
Corf investiga descontos irregulares em 3,5 mil contas de aposentados no BRB
TV Globo
🔎 De acordo com a Polícia Civil, o esquema é semelhante ao usado em crimes contra aposentados e pensionistas do INSS, ocorridos no período de 2019 a 2024.
A polícia afirma que os suspeitos ligavam para os aposentados e apresentavam transcrições falsas das ligações para que os descontos fossem autorizados.
Em Minas Gerais, as buscas aconteceram em Belo Horizonte e Igaratinga. No DF, as medidas ocorreram no Plano Piloto, Asa Sul, Asa Norte, Recanto das Emas, Brazlândia e Jardim Botânico. Os endereços incluem as sedes de associações suspeitas de participação no esquema.
Em uma rede social, a governadora do DF, Celina Leão (PP), afirmou que determinou que o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, contrate uma auditoria externa para apurar as possíveis irregularidades.
“Determinei, ainda, que a PGR busque meios legais para garantir o ressarcimento dos recursos dos servidores públicos. O salário, as aposentadorias e pensões dos servidores do GDF são sagrados”, disse.
A operação é realizada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (Corf).
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