Amazônia Xamã: filme produzido no Amapá ganha prêmios em festival nos Estados Unidos


Frame do curta-metragem que mostra futuro distópico com destruição dos povos originários e ascensão do garimpo
Amazônia Xamã/Divulgação
O curta-metragem Amazônia Xamã, produzido no Amapá, venceu as categorias de Melhor Filme e Melhor Direção no Nature Without Borders International Film Festival (NWBIFF), nos Estados Unidos. A obra apresenta um futuro dominado por robôs garimpeiros e destruição, com forte crítica social.
A premiação consagra a estética e a narrativa da produção, que se destacou entre filmes de diversos países pela abordagem sobre identidade e espiritualidade amazônicas.
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🔎 O enredo acompanha Raoni, último sobrevivente de sua etnia, em uma jornada para preservar a cultura ancestral de seu povo. Ele enfrenta os Garimaldis, robôs garimpeiros e madeireiros ilegais que simbolizam a devastação da floresta em um futuro distópico.
Para o diretor Rodrigo Pedroza, os títulos confirmam que o olhar do Amapá sobre a realidade local tem alcance universal.
“Vencer essas categorias em um festival de relevância global é um marco não apenas para a minha carreira, mas para todo o audiovisual amapaense. Amazônia Xamã prova que o Amapá tem potencial para levar suas histórias às telonas do mundo e dialogar com qualquer público”, celebrou.
Antes da estreia em dezembro de 2025, Pedroza já destacava a pluralidade da produção e a reflexão sobre exploração de recursos e desmatamento.
“Máquinas e elites explorando sub-humanos? O filme busca gerar reflexão sobre pluralidade e novos modos de vida para a sustentabilidade do mundo e de todos os seres vivos”, disse.
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Amazônia Xamã/Divulgação
Este é o terceiro reconhecimento internacional do projeto, que já havia sido premiado no Indie Film Fest, também nos Estados Unidos. Ao todo, são três títulos expressivos: duas vezes Melhor Filme e uma vez Melhor Direção.
A produção envolveu mais de 30 profissionais, entre atores, produtores e equipe técnica. As filmagens ocorreram em 10 dias, em pontos conhecidos de Macapá, como a Fortaleza de São José e o Centro de Educação Profissional de Música Walkíria Lima.
O curta foi contemplado em edital da Lei Paulo Gustavo (LPG), com patrocínio do Governo Federal e do Ministério da Cultura, e gestão da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult).
Agora, Amazônia Xamã também percorre festivais nacionais. Está classificado para o Festival Independente de Curtas de Ficção do Amapá (FICÇA) e será exibido no Festival Equinocial, em Macapá.
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