
O ministro da Defesa de Israel afirmou nesta quarta-feira (24) que as tropas israelenses não sairão do sul do Líbano, mesmo que os Estados Unidos exijam.
Parente de uma pessoa que desapareceu após bombardeio no sul do Líbano chora em meio aos escombros em ataque israelense no sábado (20).
Mohammed Zaatari/AP Photo
Disparos de tropas israelenses mataram duas pessoas no sul do Líbano nesta terça-feira (23), informaram a Defesa Civil libanesa e a mídia estatal. Em resposta, o Hezbollah acusou Israel de ter violado o cessar-fogo no país.
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Soldados israelenses abriram fogo contra um grupo de pessoas perto de uma escavadeira que limpava uma estrada no bairro al-Deir, em Nabatieh al-Fawqa, no sul do Líbano, informou a agência estatal libanesa NNA.
O Exército israelense, por sua vez, afirmou que atingiu “terroristas armados” que representavam uma ameaça iminente a seus soldados operando em uma região ao sul de Nabatieh. A pasta não mencionou as mortes, e disse apenas que seus soldados operavam dentro da zona-tampão estabelecida no sul do Líbano no momento de seu incidente.
Minutos após a notícia do ataque, o grupo terrorista libanês Hezbollah acusou Israel de ter violado a trégua no conflito entre eles, e disse que as tropas israelenses atiraram contra civis deixou feridos além dos dois mortos. O grupo, no entanto, não deixou claro se retaliaria.
Agora no g1
O incidente desta terça foi o primeiro ataque no Líbano reivindicado por Israel desde domingo e também as primeiras mortes no país envolvendo tropas israelenses nos últimos três dias. Um cessar-fogo entre o Hezbollah e as forças israelenses no sul do Líbano integra o acordo de paz provisório assinado entre EUA e Irã na semana passada. O governo de Benjamin Netanyahu, no entanto, tem sido relutante para aceitar a total interrupção dos combates com o grupo terrorista libanês.
O Irã, que apoia e financia o Hezbollah, tem insistido nos últimos dias que Israel cesse completamente o fogo no Líbano, e disse nesta terça-feira que qualquer violação na trégua no Líbano “criará obstáculos nas negociações por uma paz definitiva” e seria retaliada por Teerã.
“O Líbano é uma parte inquestionável do acordo [de paz]. Para o Irã, a linha vermelha do irã é qualquer novo ataque contra o Líbano”, afirmou o embaixador iraniano na ONU, ALi Bahreini.
Um comunicado conjunto divulgado na segunda-feira ao fim das negociações entre EUA e Irã, mediadas por Paquistão e Catar na Suíça, afirmou que as partes concordaram em criar uma “célula de desescalada” no conflito no Líbano para garantir o fim total dos combates no país do Oriente Médio.
Desde que o Hezbollah abriu fogo contra Israel em apoio ao Irã em 2 de março, ataques israelenses no Líbano mataram mais de 4.100 pessoas, incluindo 773 mulheres, crianças e profissionais de saúde, segundo o Ministério da Saúde libanês. O número não especifica quantos combatentes estão entre os mortos.
Os ataques israelenses forçaram cerca de 1,2 milhão de pessoas a deixarem suas casas no Líbano, de acordo com autoridades libanesas.
O número de mortos em Israel neste episódio de hostilidades com o Hezbollah inclui ao menos 32 soldados e quatro civis israelenses.
