As inspeções nucleares emergiram como o principal ponto de divergência entre Estados Unidos e Irã após a assinatura do memorando de entendimento entre os dois países.
O presidente Donald Trump afirmou que Teerã aceitou inspeções completas das instalações nucleares, mas autoridades iranianas negaram qualquer compromisso imediato nesse sentido.
Versões contraditórias sobre o acordo e inspeções nucleares
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã declarou que o acesso às instalações atingidas durante a guerra será discutido apenas na negociação do acordo final. A divergência expõe a fragilidade do entendimento preliminar alcançado pelas duas potências.
Em meio às versões contraditórias, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou que as inspeções deverão ocorrer porque o memorando prevê supervisão internacional das atividades nucleares. O episódio reforça que o programa nuclear continua sendo o tema mais delicado da negociação.
Trump eleva o tom sobre capacidade nuclear iraniana
O presidente dos Estados Unidos elevou o tom ao afirmar que o acordo em negociação deixará o Irã sem capacidade nuclear e sem condições de reconstruir seu programa de mísseis. Trump declarou que Teerã concordou com essas condições e que os entendimentos alcançados representam uma vitória estratégica americana.
A declaração, porém, não foi confirmada pelas autoridades iranianas, que continuam defendendo o caráter pacífico do programa nuclear do país.
O tema deverá ser tratado ao longo dos sessenta dias previstos para as negociações técnicas.
Incertezas sobre urânio enriquecido
Especialistas observam que ainda não existe consenso sobre o destino do urânio enriquecido nem sobre o modelo de fiscalização internacional que será adotado no acordo definitivo. As próximas semanas serão decisivas para definir se as partes conseguirão superar as divergências e avançar rumo a um entendimento permanente.
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