
A paciente Jaqueline Camilo da Cunha, de 35 anos, afirma ter sido agredida por um vigilante dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, após uma discussão sobre uma receita médica. Imagens exibidas pela Record TV mostram a mulher discutindo com o funcionário, encostando o papel no rosto dele e sendo empurrada em seguida.
Segundo Jaqueline, a confusão do último sábado (20) começou depois que ela retornou à unidade para questionar uma receita que, segundo seu relato, teria sido entregue com o nome de outra pessoa.
Jaqueline disse que procurou atendimento na UPA após apresentar febre alta. No dia seguinte, ao tentar buscar o medicamento em outra unidade de saúde, no Capão Redondo, teria sido informada de que a prescrição não estava em seu nome.
“Chegando lá, me deram a medicação, mas a medicação que me deram estava errada e me deu alergia”, afirmou Jaqueline em entrevista à Record TV.
Ainda segundo a paciente, o problema foi identificado quando um médico conferiu o documento. “O doutor olhou e falou assim: ‘mas como é o seu nome?’ Eu disse: ‘o meu nome é Jaqueline Camilo da Cunha’. Aí ele falou assim: ‘o nome aqui está errado’”, relatou.
Discussão começou após pedido de receita
Jaqueline afirmou que voltou à UPA Campo Limpo para refazer o documento e pedir a devolução da receita original. Ela disse ter desconfiado da cópia entregue por funcionários da unidade.
“Aí foi quando eu comecei a fazer o barraco”, disse a paciente.
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As imagens mostram a mulher irritada durante a discussão. Ela se aproxima do vigilante e encosta a receita no rosto dele. O funcionário reage empurrando a paciente e, aparentemente, dando socos.
Não é possível saber, apenas pelo trecho divulgado, o que ocorreu antes do início da gravação.
O iG questionou a Prefeitura e a Secretaria Municipal da Saúde sobre o atendimento prestado à paciente, a conduta do vigilante e eventual abertura de apuração interna.
Ao ser procurada, a Secretaria da Segurança Pública declarou que:
“O caso foi registrado como injúria, vias de fato (contravenção penal) e ameaça no 11º Distrito Policial (Santo Amaro) e, posteriormente, encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). Vídeos apresentados pela mulher, de 35 anos, foram anexados ao procedimento. Novos questionamentos devem ser direcionados à Justiça.”
