São Paulo reforça segurança com tecnologia e proteção às mulheres

Muralha PaulistaFoto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP

O Estado de São Paulo tem consolidado, desde 2023, uma trajetória de queda nos principais indicadores criminais. A estratégia do Governo do Estado combina tecnologia, integração entre forças policiais e reforço do efetivo, com impacto direto também na proteção às mulheres e no enfrentamento à violência doméstica.

Inteligência e integração: o papel do Muralha Paulista

Um dos pilares dessa política é o programa Governo de São Paulo com o sistema Muralha Paulista, uma rede inteligente de monitoramento que conecta municípios e fortalece a capacidade de resposta das forças de segurança.

Muralha Paulista conta com 612 municípios aderentes e 228 totalmente integrados, que reúnem cerca de 125 mil câmeras e sensores conectados. O investimento de R$ 440 milhões reforça a aposta em tecnologia como ferramenta central no combate ao crime e na prevenção de ocorrências.

A lógica é clara: ampliar a vigilância inteligente, dificultar a mobilidade criminal e acelerar a atuação policial em situações de risco.

Proteção às mulheres

Na área de proteção às mulheres, São Paulo ampliou de forma inédita o uso de tecnologia no enfrentamento à violência doméstica. Entre as principais inovações está o uso de tornozeleiras eletrônicas em agressores, integradas ao aplicativo SP Mulher Segura.

A ferramenta permite um acompanhamento mais amplo das medidas protetivas e alcança mais de 61 mil usuárias, com expectativa de expansão do monitoramento eletrônico. O objetivo é reforçar a proteção preventiva, reduzir o risco de reincidência e garantir resposta mais rápida em casos de descumprimento de medidas judiciais.

Também com o aplicativo SP Mulher Segura, é possível fazer o registro de boletim de boletins de ocorrência de violência doméstica de forma remota, 24 horas por dia, além de oferecer acesso à rede de apoio e acolhimento disponível no estado.

Rede de acolhimento cresce 57% no estado

Outro avanço importante está na ampliação da rede de atendimento às mulheres vítimas de violência. A estrutura especializada cresceu 57% e chegou a 317 serviços, entre 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM) e 173 Salas DDM.

Delegacia de Defesa da Mulher do Estado de São Paulo Foto: Marcelo S. Camargo

O movimento também se conecta ao programa SP Por Todas, que busca integrar acolhimento, autonomia financeira e acesso a serviços essenciais para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Reforço policial e combate ao crime organizado

Além da tecnologia, o governo estadual investiu na recomposição das forças de segurança, considerada a maior dos últimos 20 anos. Desde 2023, mais de 16 mil novos policiais passaram a atuar nas ruas, com previsão de chegar a 26 mil até o fim da gestão.

A estratégia também inclui ações integradas de combate ao tráfico de drogas e reordenamento urbano em áreas críticas, como a antiga concentração da Cracolândia, articulando segurança, saúde e assistência social.

Prevenção e resposta rápida

A combinação entre tecnologia, inteligência policial e expansão da rede de proteção social redefine o modelo de segurança pública em São Paulo.

No centro dessa estratégia está a ideia de prevenção — com monitoramento em tempo real — e resposta rápida, especialmente em casos de violência contra a mulher, no qual a agilidade pode ser determinante para salvar vidas.

 

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