
Um estudante de 12 anos fez uma descoberta que surpreendeu arqueólogos em Israel. Durante uma escavação educativa no Parque Nacional de Korazim, na região da Galileia, o garoto encontrou uma pequena pedra preciosa de aproximadamente 1.500 anos, considerada um artefato raro dos períodos romano ou bizantino.
A descoberta ocorreu em um sítio arqueológico ligado ao ministério de Jesus Cristo, segundo o Novo Testamento.
O responsável pelo achado é Alon Horowitz, aluno da Escola Regional Ramat Korazim. Ele participava de um programa que permite a estudantes acompanhar arqueólogos em escavações para aprender sobre a história da região. O menino contou que encontrou a pedra poucos minutos antes do fim das atividades.
“Depois de três dias escavando, faltavam cerca de dez minutos para terminarmos quando vi algo azul, redondo e diferente. Peguei o objeto e mostrei ao arqueólogo. Quando soube que era uma descoberta rara, fiquei muito feliz e orgulhoso”, relatou o estudante.
Especialistas identificaram o objeto como uma Nicolo, uma variedade rara de ágata caracterizada pelo centro azul-claro. Esse tipo de gema era bastante valorizado durante os períodos romano e bizantino e costumava ser utilizado em anéis e joias pertencentes a pessoas de alto poder aquisitivo. Segundo os arqueólogos, a pedra provavelmente fazia parte de um anel usado por um integrante da elite local.
A gema foi encontrada dentro de uma antiga residência considerada luxuosa para a época. Como esse tipo de pedra não é encontrado naturalmente na região, os pesquisadores acreditam que ela chegou à Galileia por meio de rotas comerciais que conectavam o Oriente Médio a outras partes do Império Romano. O achado também reforça a importância econômica de Korazim há cerca de 1.500 anos.
Korazim é identificada como a antiga cidade bíblica de Corazim, mencionada nos Evangelhos de Mateus e Lucas. Segundo os textos cristãos, o local foi um dos povoados onde Jesus realizou milagres, mas cujos habitantes não se converteram, tornando-se alvo de uma advertência feita por ele. A cidade também fica a poucos quilômetros de Cafarnaum, considerada o principal centro de seu ministério na Galileia.
Os arqueólogos afirmam que, embora pequena, a pedra oferece pistas importantes sobre a vida cotidiana, o comércio e a posição social dos moradores da antiga cidade.
