Serpentes vivas são encontradas em encomenda dos Correios no PR

Os três indivíduos eram da espécie ‘cobra-do-milho’, não peçonhenta, mas exótica, com origem na América do NorteFoto: Divulgação/PMPR

Uma encomenda dos Correios passou por raio-x e encontrou três serpentes vivas na última sexta-feira (19) em Cambé (PR). Segundo a Polícia Civil do Paraná, a remessa saía de Umuarana (PR) e tinha destino a Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Funcionários encontraram os animais ao acaso. Ao passarem a encomenda pelo raio-x, em uma inspeção rotineira dos Correios, identificaram três serpentes vivas, quando acionaram a Polícia Ambiental.

De acordo com a Polícia, os três animais estavam envoltos em uma embalagem plástica, preenchida com guardanapos. A imagem mostra algumas aberturas nas tampas dos potes. A corporação explica que os animais são exóticos, da espécie “Corn Snake” (Pantherophis guttatus), com origem na América do Norte.

Os animais foram apreendidos e encaminhados para avaliação e cuidados no Centro de Apoio à Fauna Silvestre do Hospital Veterinário da Unifil. O envio foi realizado por um morador de Umuarana (PR) e o desitino era a outro morador, da capital mineira. As identidades não foram divulgadas.

Um boletim de ocorrência foi registrado e encaminhado à Polícia Federal para investigação. Ainda não há confirmação sobre linha investigativa, como possível tráfico de animais ou outro crime.

Contudo, o caso configura ao menos três infrações segundo a PMPR: transporte irregular de fauna exótica, risco de introdução de espécie com alto potencial invasor e maus-tratos por conta das condições de confinamento e transporte da encomenda.

Corn Snake não é peçonhenta mas pode causar impacto ambiental

Ainda conforme a Polícia Ambiental, a espécie “Corn Snake” não é peçonhenta, mas a venda e a reprodução dela é proibida no Brasil. O motivo é potencial invasor que a espécie é para o meio-ambiente do país.

Ou seja, caso animais como estas cobras escapem ou sejam soltos na natureza, podem competir por recursos com a fauna nativa e causar desequilíbrio ao ecossistema local.

O que dizem os Correios

Por nota, a instituição esclarece que assim que identificou a existência dos animais em uma encomenda suspeita no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Londrina, acionou a Polícia Ambiental.

Os Correios também alegaram que não forneceriam dados sobre a ocorrência por se tratar de u assunto de segurança. Leia a nota abaixo:

“Na última sexta-feira (19), assim que identificaram uma encomenda com conteúdo suspeito, no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Londrina, os Correios acionaram a Polícia Ambiental para análise do objeto.

A estatal trabalha em estreita parceria com os órgãos de segurança e fiscalização para prevenir o envio de itens proibidos por meio do serviço postal. Muitas das operações de repressão começam após o monitoramento, por meio de raio-x, realizado pela estatal. Quando algum objeto com conteúdo proibido ou ilícito é detectado, os Correios acionam os órgãos competentes que são responsáveis por dar encaminhamento às operações investigativas.   

Cabe destacar que os Correios possuem métodos de monitoramento que são aprimorados, periodicamente, com base em informações apresentadas pelos órgãos de segurança e de fiscalização. Além disso, a empresa tem priorizado investimentos em ações preventivas para fortalecer a integridade dos serviços postais. Por ser assunto relacionado à segurança, a estatal não fornece dados sobre as ocorrências”.

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