
Carro pipa distribui água em Caracas para moradores atingidos por terremoto na Venezuela
O empresário brasileiro Vagner Bezerra, de 50 anos, mostra caminhão-pipa entregando água para moradores de Caracas, capital da Venezuela. A cidade foi atingida por um terremoto de magnitude 7,5 na noite dessa quarta-feira (24).
As imagens do bairro Belo Monte, enviadas com exclusividade ao g1, mostram os moradores enfrentando filas com garrafas de água plásticas para se abastecerem. Após o tremor, o fornecimento de água ocorre por meio dos caminhões-pipa, após a escassez de água potável na cidade.
“Falta de água! Os caminhões-pipa estão descarregando e nós estamos aqui, esperando pegar uma garrafa com água [potável] para beber porque não tem. As pessoas estão com várias garrafas para encher”, descreveu Vagner Bezerra.
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Entrega ocorreu no bairro Belo Monte, em Caracaras
Arquivo pessoal
Terremoto
🔍 A Venezuela foi atingida por dois terremotos na noite de quarta-feira (24). Os abalos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com menos de um minuto de diferença, provocaram desabamentos, 164 mortes e 971 feridos e foram sentidos em cidades do Norte do Brasil.
“Bem na hora que começou o jogo do Brasil, liguei a televisão e sentei na cama para assistir. De repente, começou a tremer bem devagar. Eu pensei: ‘O que está acontecendo?’. Chamei o meu amigo, que está comigo, e fomos para a sala. Quando chegamos lá, o tremor ficou muito forte”, contou o empresário.
A Venezuela foi atingida por dois terremotos na noite de quarta-feira (24).
Arquivo
Vagner é roraimense e está em Caracas desde abril, a trabalho, e se prepara para retornar ao Brasil na próxima semana. Ele não se feriu.
“Dá muito medo. É uma sensação que não tem como descrever. Você fica sem entender o que está acontecendo. Como eu nunca tinha passado por isso, foi algo muito assustador”.
Segundo ele, as coisas começaram a cair de um armário e só pegou a chave do apartamento e saiu correndo pelas escadas. “Tinha muita gente desesperada na rua. Acho que tudo durou uns 40 segundos, quase um minuto”.
“Aqui na área onde estamos o tremor foi forte, mas os impactos foram menores. Caiu muita fachada de prédio, mas em outras áreas, como La Guaira, Catia e Candelária, a situação foi bem pior. Houve desabamentos de prédios e muita gente morreu. Foi muito triste”.
O brasileiro explicou que ficou cerca de quase quatro horas na rua por orientação das autoridades da Venezuela, “por causa do risco de réplicas, que realmente aconteceram”. Segundo o governo venezuelano, pelo menos 20 réplicas foram registradas.
➡️Réplicas são tremores menores que se seguem após um forte terremoto.
‘Uma catástrofe’
A venezuelana Tibisay Del Valle, de 56 anos, estava na casa da família, no estado de Anzoátegui, no nordeste da Venezuela, quando sentiu o terremoto na noite dessa quarta-feira (24). Ela mora em Boa Vista, mas está de férias no país.
Segundo Tibisay, o tremor foi intenso, mas os impactos na região onde ela estava foram menores do que em estados como La Guaira e na capital, Caracas, onde houve desabamentos. Familiares dela que vivem em Caracas estão bem.
“Muito lamentável, é uma catástrofe. Muitas cidades, especialmente o estado de La Guaira, Caracas, que é a capital, e outros estados foram muito afetados. Eu senti o forte terremoto.”
Ela contou que a casa da família não foi atingida, mas disse que a situação no país é de tristeza diante do número de vítimas.
“Aqui em casa não aconteceu nada, graças a Deus, mas foi um movimento muito forte. Estamos muito tristes com o que está acontecendo. Muitas pessoas ficaram feridas e outras morreram, porque ficaram debaixo dos escombros. Muitas casas e edifícios desabaram completamente. Todos estamos consternados”, afirmou.
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