
A Polícia Militar de São Paulo prendeu, na madrugada deste domingo (28), dois suspeitos de participação no atentado contra o primeiro-tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela investigação indicam que o policial teria sido monitorado momentos antes de ser baleado em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.
Os dois homens foram detidos na região de Guaianases, na Zona Leste da capital paulista, durante uma operação realizada pelo 1º Batalhão de Polícia de Choque. Segundo a investigação, eles teriam dado suporte logístico e cobertura aos autores dos disparos. Um dos suspeitos confessou participação no crime.

Ronickson segue internado no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. De acordo com a Polícia Militar, seu estado de saúde permanece grave, porém estável, após uma delicada cirurgia neurológica.
Câmeras apontam monitoramento da vítima
Novas imagens de segurança reforçaram a suspeita de que o atentado tenha sido planejado e executado após o policial ser monitorado.
A Polícia Militar de São Paulo prendeu, na madrugada deste domingo (28), dois suspeitos de participação no atentado contra o primeiro-tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel.
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As gravações mostram uma motocicleta vermelha chegando à rua onde fica a academia frequentada por Ronickson, por volta das 11h18 de sábado (27). O motociclista estaciona e aguarda a chegada de um carro branco.
Pouco depois, o homem deixa a motocicleta, entra no automóvel e permanece no interior do veículo por alguns minutos. Em seguida, um segundo suspeito sai do carro já utilizando capacete, sobe na moto e ambos seguem em direção à Avenida Goiás. Minutos depois, o tenente seria atacado.
Segundo apuração da TV Globo, investigadores acreditam que a movimentação registrada pelas câmeras indica que a vítima estava sendo acompanhada antes da ação criminosa.
Ataque ocorreu em uma das principais avenidas da cidade
O atentado aconteceu na Avenida Goiás, uma das vias mais movimentadas de São Caetano do Sul.
Imagens mostram Ronickson, que estava de folga e à paisana, parado em um semáforo sobre uma motocicleta. Segundos depois, dois homens se aproximam em outra moto e efetuam diversos disparos à queima-roupa. Após os tiros, a dupla fugiu.

O policial foi socorrido em estado gravíssimo pelo helicóptero Águia, da PM, e levado inconsciente ao Hospital Mário Covas, onde permanece internado.
Governador fala em tentativa de execução
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou acreditar que o crime tenha sido uma tentativa de execução.
Segundo o governador, a motocicleta utilizada pelos criminosos já foi localizada e será submetida à perícia. Tarcísio também determinou “prioridade máxima” às forças de segurança para identificar e prender todos os envolvidos.
Nas redes sociais, o chefe do Executivo paulista afirmou ter recebido a notícia “com profunda indignação”.

Prisões e investigação
Os suspeitos presos chegaram ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) por volta das 5h deste domingo.
Um deles tem 52 anos e o outro, 40. Ambos possuem antecedentes criminais e, segundo a polícia, têm ligação com o crime organizado. Um terceiro homem, de 24 anos, também chegou a ser detido, mas acabou liberado após prestar esclarecimentos. Três veículos foram apreendidos durante a operação.
Apesar das prisões, os homens apontados como responsáveis pelos disparos ainda não foram localizados. As investigações continuam para esclarecer a motivação do ataque e identificar todos os envolvidos.
Quem é Ronickson Pimentel
Ronickson ingressou na Polícia Militar de São Paulo em 2009, inicialmente como soldado, após atuar como fuzileiro naval na Marinha do Brasil entre 2006 e 2009.

Em 2015, passou a integrar o quadro de oficiais da corporação por meio da Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Desde 2019, atua no 1º Batalhão de Polícia de Choque Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), uma das tropas de elite da PM paulista.
A tragédia que marcou a família
O sobrenome Pimentel ficou conhecido em todo o país em 2008, quando Eloá Cristina Pimentel, então com 15 anos, foi mantida em cárcere privado pelo ex-namorado, Lindemberg Alves Fernandes, em Santo André.

Após cerca de 100 horas de negociação, o sequestrador atirou contra Eloá e a amiga Nayara Rodrigues. Eloá morreu no dia seguinte, enquanto Nayara sobreviveu.
Anos depois, durante o julgamento de Lindemberg, Ronickson classificou o assassino da irmã como “um monstro”, relembrando episódios de agressividade do ex-cunhado.
