
O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela na última semana subiu para 1.450, informou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, na tarde deste domingo (28).
Ainda segundo Rodríguez, a tragédia deixou 3.150 feridos e 12.721 famílias afetadas. No último sábado (27), o número oficial de mortos era de 1.430. As Nações Unidas estimam que cerca de 50 mil pessoas estejam desaparecidas.
Cerca de 774 prédios foram danificados, incluindo 189 que desabaram.
Além disso, 38 hospitais foram afetados e passam por reparos, assim como 44 centros comerciais e outras 1.645 estruturas, entre pontes, rodovias e demais obras de infraestrutura. Ao todo, 2.501 construções foram danificadas.
Neste momento, os socorristas lutam contra o tempo para encontrar sobreviventes, já que as chances de resgate com vida diminuem drasticamente entre 48 e 72 horas após a tragédia.
Até o momento, 17 países e a ONU enviaram aviões com ajuda humanitária.
Terremotos
Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite da última quarta-feira (24). Os tremores derrubaram prédios em Caracas e em outras cidades.
Ainda segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), os epicentros ficaram separados por apenas 5 km. O tremor mais forte foi registrado em El Guayabo, a 168 km de Caracas, a uma profundidade de 13 km.
Foram os terremotos mais fortes registrados na Venezuela em mais de 100 anos.
Na última sexta-feira (26), um novo tremor de magnitude 4,9 foi sentido em Caracas, capital venezuelana.
O sismo é consideravelmente mais fraco em comparação aos dois terremotos da quarta-feira (24) e que deixaram um rastro de destruição na cidade, mas pode abalar ainda mais as estruturas de muitas construções que já estão danificadas.
